Polícia
IML far� exames para quem reclamar direito a identifica��o
Foram colhidos ossos de oito dos nove cadáveres encontrados no cemitério clandestino, mês passado, no município de Marechal Deodoro, porque um deles foi reconhecido pela família, com identificação confirmada por exame de impressões digitais. As informações foram repassadas pelo diretor do Instituto Médico Legal (IML), José Bastos Barroso, com quem está o material ósseo recolhido. Barroso prestou informações que não coincidem com as do presidente do inquérito, delegado Carlos Reis. Segundo ele, os exames de DNA para reconhecimento das vítimas, por custarem R$ 900,00, cada um, só serão feitos a medida que alguém da família reclamar esse reconhecimento, por estar em busca de um parente desaparecido, alegando os elevados custos dos exames. ?São dois exames de DNA: de alguém da família e do suposto parente morto, somando assim R$ 1.800,00, um elevado custo para o Estado?, disse o diretor do IML. Já o presidente do inquérito, Carlos Reis, explicou que a Secretaria de Defesa Social deverá realizar o exame de DNA dos corpos, no Laboratório de Genética Forense da Ufal, mediante processo de exumação, a ser definido pelo secretário Antônio Arecippo. Apesar de estar à frente do caso, o delegado desconhecia que tipo de material havia sido recolhido dos cadáveres antes de serem enterrados como indigentes, alegando que fora nomeado depois para presidir as investigações sobre o caso. O diretor de IML não quis informar há quantos dias essas nove pessoas haviam sido assassinadas, justificando tratar-se de uma questão a ser repassada apenas à Justiça, no laudo oficial, que será liberado dentro de seis a sete dias. Ele adiantou apenas que os crimes foram cometidos em pelo menos quatro diferentes tempos (dias). No momento, peritos trabalham com exames da arcada dentária das vítimas.