Polícia
Casal denuncia encapuzados por invas�o
O servente de pedreiro Eraldo da Silva, 39 anos, só lembra que acordou, por volta das 4 horas da madrugada de ontem, com a gritaria na porta de casa, e vestiu rapidamente uma roupa. Foi o tempo em que pelo menos quatro homens encapuzados invadiram a residência dele, no conjunto Rosane Collor, bairro do Clima Bom, e ordenaram que ele e a esposa, a vendedora Verônica Feitosa, 28 anos, deitassem no chão e não levantassem o rosto para observar nada. Além dos capuzes, os homens usavam coletes à prova de balas e botas, e se diziam policiais. ?A gente acordou com as cacetadas na porta. Vestimos a roupa e botaram a gente no chão da sala, me pisaram com as botinas. Disseram que não era pra levantar, nem pra olhar pra ninguém, que eles eram da polícia e estavam procurando revólver e drogas?, relatou Eraldo da Silva, hoje desempregado e agora com marcas das agressões nas costas. Delegado confirma ações e culpa PM Se os moradores do conjunto Rosane Collor dizem que as invasões noturnas dos supostos policiais encapuzados não são raras, o delegado do 11º Distrito Policial (DP), Valter Nascimento, confirma e complementa: ?Essas ações são constantes e não somente no Rosane Collor, como também em toda a área do Tabuleiro. Eu mesmo já atendi a umas quatro denúncias?. Os responsáveis, afirma o delegado, seriam policiais militares do Serviço de Inteligência, conhecido como ?P2?. A descoberta, conta, só foi feita durante um plantão realizado na Central de Polícia, quando um rapaz foi baleado e os policiais militares que o socorreram não souberam informar quem eram os culpados pelo ferimento.