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MP pede novas dilig�ncias sobre morte de eletricista

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Três anos após o assassinato do eletricista José Joaquim de Araújo Filho, ocorrido no dia 7 de julho de 1999, a polícia ainda não conseguiu concluir o inquérito e apontar os seus matadores. A impunidade em relação a mais esse crime, que tem como suspeitos policiais civis, levou o Ministério Público a pedir novas diligências sobre o caso, incluindo o recolhimento das armas pertencentes aos policiais que teriam participado da prisão e do espancamento do eletricista. ?Na verdade, estão a brincar de fazer polícia?, ressaltou o promotor Marcus Aurélio Gomes Mousinho, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, tecendo fortes críticas ao aparelho de segurança do Estado. Segundo ele, o MP ?observa com tristeza que, infelizmente, falece total capacidade da nossa polícia judiciária em esclarecer os crimes cometidos por aqueles que possuem um mínimo de poder neste Estado, sejam eles financeiros ou de polícia?, diz ele em ofício encaminhado ao juiz da 1a Vara e publicado no Diário Oficial. Marcus Mousinho critica o descaso da polícia alagoana com a apuração da verdade e a falta de condições técnicas e conhecimento científico. Segundo o promotor, armas retornaram de institutos criminalísticos sem o seu conhecimento e sem a devida perícia. ?Quantos presidentes possuem o inquérito? Tornou-se este uma casa sem dono. Todos mandam, todos determinam, todos ordenam. E aí, o resultado todos sabemos, nenhum!? - observa. As armas foram encaminhadas para o Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, para serem periciadas, mas depois foram pedidas de volta por ordem do então secretário de Defesa Social, Mário Pedro, sem ter sido feito o exame de comparação balística, que era considerada importante para a elucidação. São mais de 50 revólveres de diversos calibres usados por policiais que efetuaram a prisão e que participaram do espancamento de José Joaquim. Em seu ofício, o promotor ainda afirma que durante todo o inquérito houve uma usurpação das funções da autoridade constituída. ?Tanto é verdade o que se afirma que a própria autoridade policial, presidente dos autos, assevera em seu relatório que, em determinadas vezes, indagou do diretor do Departamento de Polícia Científica sobre a realização da citada perícia, no que aquele respondia: ?Tenha calma?. Como se a vida humana eliminada injustamente e a sociedade que clama por justiça pudessem esperar mais?. Caso José Joaquim foi assassinado com mais de 20 tiros dentro de sua casa, no bairro da Ponta Grossa, no mesmo dia em que deixou o Presídio São Leonardo. Ele havia se envolvido no assassinato do policial civil José de Melo, morto com um tiro na cabeça próximo ao Mercado da Produção. O eletricista também foi torturado por policiais, após ter sido preso.

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