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N�mero de crimes tecnol�gicos crescem

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?Para sua maior segurança o Banco do Brasil está renovando sua senha da Central de Atendimento (de 4 dígitos). Apartir de 30/04/2010, a senha será obrigatória para todos os clientes. Renove ou crie sua senha da Central de Atendimento clicando no link abaixo?. Você já recebeu uma mensagem assim no e-mail? E no seu celular, alguma nova mensagem de texto, informando que você é o mais novo ganhador de alguma promoção? Cuidado! Você pode, na verdade, ser a mais nova vítima de um tipo de golpe que vem crescendo no mundo inteiro: aqueles praticados via meios tecnológicos. Enquanto o Brasil comemora a cada ano o crescimento do número de brasileiros com acesso a telefones celulares e à internet, estelionatários faturam sobre usuários mais desavisados, mesmo em Alagoas, Estado que detém o menor número de pessoas conectadas à rede mundial de computadores - apenas 17,8% dos alagoanos já acessaram a rede, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ofertas tentadoras iludem clientes As ofertas tentadoras vão de carros e casas de grande valor de mercado, até documentos oficiais, como carteiras nacionais de habilitação e diplomas estudantis. Tudo com ?entrega garantida?, mediante pagamento de quantias predeterminadas. Constada a aplicação do golpe em e-mails de Alagoas, a Gazeta decidiu investir e verificar como funciona o discurso persuasivo de um estelionatário e de onde ele é capaz de manipular as possíveis vítimas. Tudo começou com um e-mail recebido há cerca de duas semanas, do remetente [email protected], oferecendo diplomas de cursos técnicos e superiores em até nove dias. Revelado esquema do ?falso diploma? Os diplomas oferecidos variavam entre os mais diversos cursos técnicos, de Secretariado a Química, e o pagamento poderia ser feito por meio de transferência on-line, depósito bancário ou DOC (transferência interbancária). O solicitante deveria informar dados pessoais, como nome completo e endereço para entrega. Foi solicitado, então, um diploma de curso técnico em Edificações, em nome de Luan Lopes Ferreira, e o número da conta bancária para depósito. Mais uma vez, o retorno foi imediato: o diploma chegaria via Sedex, em até seis dias, após depósito bancário na conta corrente número 849-6, da agência 1550, da Caixa Econômica Federal (CEF). O nome do favorecido: Carlos Henrique. Até policial cai no golpe pelo celular | MAIKEL MARQUES - Repórter O policial civil Denilson Ferreira, chefe de serviço da Delegacia do Segundo Distrito, no bairro da Jatiúca, em Maceió, é um dos milhares de alagoanos que ?ganharam? três carros novinhos. Colegas de profissão dele também ?festejaram? a conquista patrimonial anunciada por meio de mensagens de texto direcionadas aos seus telefones móveis pelo menos três vezes ao mês. Por muito pouco, não morderam a isca lançada por quadrilhas encasteladas nos presídios brasileiros e que lançam mão de recursos tecnológicos, aos quais têm acesso de forma ilícita, para enganar gente nos quatro cantos do País. Acesso fácil à internet facilita ocorrência O crescimento do acesso à rede mundial de computadores em todo o País também tem facilitado a vida de quem se dedica às oportunidades de aplicar golpes sem sair do conforto do escritório situado muito distante da vítima, que se descuida do sistema de proteção de sua rede de informática. Em Alagoas, não são poucas as empresas cujo banco de dados recebeu a indesejável visita dos trambiqueiros. Dias atrás, a Polícia Civil descobriu o motivo pelo qual o escritório de um grande supermercado da capital, na Ponta Verde, recebia inúmeras cobranças pelos produtos que sequer revendia. Um golpista do Rio Grande do Sul teve acesso ao sistema de informática da empresa e, de posse de seus dados, começou a retirar numa distribuidora de São Paulo produtos de informática. O golpista acessava o site da distribuidora, digitava a senha da empresa alagoana e depois enviava o motorista para recolher os produtos. Faltam especialistas em crimes digitais no Estado Muitos dos crimes cometidos através dos recursos tecnológicos através do telefone móvel ou da rede mundial de computadores poderiam ser solucionados com rapidez. Poderiam, mas não são porque o Centro de Perícias Forenses (CPFOR) de Alagoas carece de especialistas em delitos digitais, modalidade que não para de crescer em todo o Estado. ?NO CPFOR, só temos um perito em Alagoas especialista na investigação dos crimes ligados à informática?, revela o diretor-adjunto do órgão, o gaúcho Alberi Espíndula. ?Abarrotado de casos para solucionar, ele precisa descartar os menos importantes e privilegiar os que consideramos prioritários. Isso inviabiliza o trabalho?, completa. Burocracia dificulta trabalho da polícia Na maioria das vezes, a equipe do delegado Paulo Cerqueira depende do laudo para associá-lo ao inquérito e encaminhá-lo à Justiça dentro do prazo previsto na lei. Como o documento não lhe chega em tempo hábil, não há outra alternativa senão levar ao magistrado trabalho inconcluso. ?Imagine crimes digitais de todo o Estado na dependência do laudo de um único profissional?, alerta. Os trâmites burocráticos também inviabilizam o desmonte de quadrilhas criminosas quando há necessidade de se descobrir o IP [protocolo de internet que identifica cada computador] porque há necessidade de solicitação da informação à Microsoft, desenvolvedora da maioria dos programas utilizados pelos golpistas.

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