Polícia
Morte de estudante � reconstitu�da
Os últimos passos do universitário Fábio Acioli Souza Costa, 21, no fatídico 11 de agosto de 2009 começaram a ser reconstituídos ontem à noite, no Beto?s Bar, na Avenida Eduardo Gomes de Brito, bairro de Cruz da Almas. O local foi o cenário do encontro de Fábio com o garoto de programa Rafael Cícero de França, com quem o estudante mantinha encontro íntimo no momento em que foi sequestrado, colocado no porta-malas de seu automóvel e levado a um canavial na região do Benedito Bentes, onde teve o corpo banhado com combustível e foi queimado vivo. A reconstituição do crime, cercado de contradições e até hoje sem definição de sua autoria intelectual [embora seja forte a versão de que um empresário teria interesse no assassinato], começou às 19h45 com a chegada dos três envolvidos na trama: o funcionário público Cícero Rafael de França, apontado como garoto de programa, e outros dois acusados de autoria material do crime, Carlos Eduardo Souza e Wanderley do Nascimento Ferreira. Os acusados chegaram em duas viaturas da Intendência Geral do Sistema Penitenciário (Igesp). Testemunha-chave depõe novamente | MARCOS RODRIGUES - Repórter Durante à tarde o depoimento do garçom Marco Aurélio Fernandes acabou por criar uma enorme expectativa sobre o caso. Ele foi uma das pessoas que viram o estudante Fábio Acioli se encontrar com o funcionário público Cícero Rafael de França. À época do crime ele trabalhava no Beto?s Bar, em Cruz das Almas. Marco Aurélio foi ouvido pelo juiz da 9ª Vara Criminal, Maurício Breda, no Edifício Blue Tower, no Barro Duro. Durante quatro horas de depoimento a portas fechadas ele respondeu a perguntas do magistrado e do promotor José Antônio Malta Marques. Numa saída rápida da sala de depoimento, o magistrado se limitou a dizer que já havia concluído seu interrogatório. ?É uma audiência gravada por isso não pode ser acompanhada e também porque o caso corre em segredo de Justiça?, disse Breda confirmando a realização da reconstituição do crime à noite.