Polícia
Tens�o entre pol�cia militar e manifestantes
Barricada de pneus retirados do Riacho Salgadinho, fogo na pista e foices na mão. O protesto do Movimento pela Libertação dos Sem Terra (MLST) na rua da Praça Sinimbu foi mais do que uma simples interdição de trânsito. Às 8h50 de ontem, a viatura do Corpo de Bombeiros se posicionou próximo ao bloqueio inflamável, mas teve que recuar. Os manifestantes avançaram dispostos ao confronto, a Polícia Militar intercedeu, um soldado apontou e até engatilhou a espingarda 12. A divisão entre os lados opostos ficou mínima, o choque físico quase aconteceu. A palmos de distância, olhos com expressão de raiva se encaravam, PMs e sem-terra vociferavam ameaças mútuas. As palavras de ordem bradadas já eram ?se matarem um de nós, dez de lá vamos matar?. Por um triz, o coordenador do MLST, Marcos Antônio da Silva, o Marrom, e o oficial do 1º Batalhão, tenente Aluxan Fonseca, chegaram a tempo de acalmar os ânimos. Mesmo assim tiveram muito trabalho.