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Agiotagem pode ter motivado execu��o

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O sargento do Corpo de Bombeiros Militar, José Adésio da Silva, de 42 anos, e sua esposa, Lucélia Santos, de 34 anos, foram brutalmente assassinados no início da noite do último domingo, no Conjunto Santa Lúcia, no bairro do Tabuleiro do Martins. A filha do casal, E.S.S., de nove anos, foi a única testemunha. Familiares acham que a prática de agiotagem pode ter motivado o crime. De acordo com informações do Instituto Médico Legal (IML), o casal teria sido assassinado com tiros de pistola ponto 380, no momento que chegava em casa após o jogo final da Copa. O primo do sargento, Ronier José Vanderlei, relatou à Gazeta que a criança estava sozinha em casa quando percebeu que o mesmo carro de modelo e placa não anotados, teria rondado a residência e estacionado em seguida, como se soubesse que as vítimas poderiam chegar a qualquer momento. Remuneração dependia do êxito nas cobranças | MAIKEL MARQUES - Repórter A execução de José Adésio das Silva, 42, o sargento do Corpo de Bombeiros vítima da fúria de pistoleiros que também ceifaram a vida de sua esposa, Lucélia Santos, 34, pode ter relação com uma atividade ilegal exercida pelo militar nas horas vagas: a cobrança de dívidas contraídas por quem pegava dinheiro emprestado por agiotas que atuam na capital. Fontes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros ouvidas pela reportagem da Gazeta, ontem à tarde, durante velório numa das capelas mantidas por um plano de assistência funeral, indicam que Adésio complementava a renda familiar fazendo ?bico? [serviço temporário], cuja remuneração dependia do êxito na cobrança das dívidas.

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