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Governo do Estado diz que pode fechar Lifal

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O projeto entrou de última hora na pauta da sessão extraordinária convocada pela Assembleia Legislativa para apreciar matérias do Executivo. Foi o motivo, inclusive, do adiamento da sessão, que inicialmente seria na terça-feira, 20, mas foi remarcada para a quinta, 22, para dar tempo ao governo de publicar o texto no Diário Oficial. A ideia era ?passar? o projeto no mesmo pacote de matérias que fizeram os deputados interromper o recesso e comparecer em massa à ALE. Os esforços do governo e de sua bancada na Casa não foram suficientes. O projeto de lei que autoriza o Executivo a destinar R$ 3 milhões para aumento do capital social do Laboratório Industrial Farmacêutico de Alagoas (Lifal) sequer entrou na ordem do dia. Teve o mesmo destino de outros quatro projetos. Foi barrado pelos parlamentares, sob o argumento que precisam conhecer melhor a matéria antes de votar. Malversação de recursos e uso político levaram empresa à crise Não é de hoje que o Lifal enfrenta o perigo da insolvência. O laboratório, que já chegou a produzir 28 tipos de medicamentos, hoje limita-se basicamente à produção de um dos retrovirais do coquetel antiaids. Malversação de recursos e um rombo nas finanças estimado em mais de R$ 53 milhões, segundo o Sindicato dos Trabalhadores Petroleiros, Químicos e Petroquímicos (Sindipetro AL/SE), entidade que agrega os trabalhadores do laboratório, levaram o Lifal a mergulhar em uma crise quase sem volta. Criado nos idos de 1970, o laboratório já foi alvo de denúncias e de duas auditorias abertas pelo próprio Estado, que não levaram a nada. Ações movidas pelo sindicato representativo dos trabalhadores foram parar nos ministérios públicos Estadual e Federal. Superfaturamento, desvio de verba, mal uso do dinheiro público com favorecimento de cargos comissionados para apadrinhados políticos que mantinham o controle do laboratório, além de superfaturamento na compra de matéria-prima foram alguns dentre tantos casos apontados nos levantamentos feitos pelo sindicato, que viraram dossiês. Cinco mil devem ter benefícios fiscais Depois de ?suar a camisa? para garantir quórum na sessão extraordinária convocada pela própria Assembleia no período de ?férias? parlamentares para votar projetos do Executivo, o governo ?corre? para pôr em prática e lei que oferece benefícios fiscais para pequenos, micro e médios empresários dos municípios atingidos pela enchente. Esta semana, deve ser editado decreto com os critérios para operacionalização da lei. A estimativa inicial da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) é que a medida deva beneficiar uma média de 4 a 5 mil empresas nas cidades castigadas pelas águas. Mas, segundo a secretária-adjunta da Fazenda, Adaída Barros, ?talvez esse número seja maior. Só vamos ter uma comprovação quando estabelecermos as regras, começarmos a cadastrar e fizermos diligências nos locais?. Governo esperava mais da bancada A sessão que lotou o plenário da Assembleia Legislativa, como há muito não se via, não foi bem o que o governo esperava. Dos nove projetos aguardados para ir à votação, apenas quatro passaram pela aprovação dos deputados. Reunidos a portas fechadas durante quase duas horas, os parlamentares não chegaram a um consenso em relação a cinco matérias do Executivo. Deixaram para apreciá-las no retorno pós-recesso, no dia 3 de agosto. O governo agora aposta ?todas as fichas? na mobilização, principalmente no empenho do líder na Casa, deputado Alberto Sextafeira (PSB). O secretário do Gabinete Civil, Álvaro Machado, admite que os resultados da sessão extraordinária poderiam ter sido melhores, principalmente com a aprovação do repasse de recursos para o Lifal. No entanto, ele diz que o diálogo é a ?moeda? que o governo utiliza na Assembleia .

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