Política
Ministro defende revis�o de c�digos processuais
São Paulo ? A legislação brasileira, o poder econômico de alguns dos acusados de fraudar os cofres públicos e a própria atuação do Poder Judiciário têm dificultado a punição de um maior número de envolvidos em atos de corrupção e também a recuperação do dinheiro desviado. A avaliação é do ministro-chefe da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage, que defende a urgente revisão dos códigos processuais Penal e Civil, que considera ?arcaicos?. Hage participou na última quinta-feira (22) da Conferência Latino-Americana sobre Responsabilidade Corporativa na Promoção da Integridade e no Combate à Corrupção, em São Paulo. Segundo ele, a possibilidade de os réus apresentarem inúmeros recursos contra decisões judiciais e a consequente ?lentidão? do andamento processual torna muito difícil punir os envolvidos com a corrupção. CGU divulgará na internet relação de empresas éticas A Controladoria Geral da União (CGU) passará a divulgar, nas próximas semanas, uma nova relação contendo as empresas que investem em práticas corporativas éticas. A iniciativa é desenvolvida em parceria com o Instituto Ethos de Responsabilidade Fiscal e tem um caráter voluntário. ?Não é um cadastro para indicar que determinada empresa é ?limpa? ou que jamais se envolveu em corrupção, até porque não temos condição de atestar isso?, disse o ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, em entrevista coletiva concedida na última quinta-feira, durante a Conferência Latino-Americana sobre Responsabilidade Corporativa na Promoção da Integridade e no Combate à Corrupção, promovida em parceria com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).