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Judici�rio age em sil�ncio para proteger autoridades

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As autoridades do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Secretaria de Defesa Social do Estado agem em silêncio, após a descoberta do plano da facção criminosa chamada Primeiro Comando da Capital (PCC), para assassinar dois juízes, dois promotores de Justiça e o filho de um desembargador em Alagoas ? como a Gazeta informou ontem. Bandidos do PCC que atuam no Estado já teriam recebido a ordem para executar as vítimas. Essa ordem saiu de dentro do presídio federal de Catanduvas, no Paraná, onde estão detidos os criminosos considerados mais perigosos do País. Procurada na última quinta-feira, para falar sobre as providências adotadas no sentido de proteger as autoridades ameaçadas de morte, a presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Elisabeth Carvalho do Nascimento, foi sucinta. ?Sobre isso eu não gostaria de falar. Primeiro, que não resolve. E depois, as providências estão sendo tomadas no âmbito da polícia, com muito cuidado e com muito zelo?, explicou a desembargadora, confirmando ter sido alertada do plano do PCC por autoridades do Ministério da Justiça. ?Barão do Crack? estaria por trás de plano do PCC Os juízes da 17ª Vara Criminal da Capital condenaram a quase 25 anos de prisão Osvaldo Correia Souza, conhecido como ?o Barão do Crack?. Ele foi preso em março de 2008. Sua esposa, dois filhos e outros comparsas também foram presos e condenados por decisão da 17ª Vara Criminal da Capital, no mesmo ano. Em junho de 2009, o traficante Osvaldo foi transferido para o presídio federal de Catanduvas, no Paraná. A polícia investiga indícios de que ele estaria por trás do plano elaborado para matar os juízes e os promotores de Alagoas, ainda neste semestre. Também detido no Paraná, desde outubro de 2009, o traficante Ivanildo Nascimento da Silva, o Aranha, é outro preso, de acordo com uma fonte do Poder Judiciário, que pode estar envolvido na trama para eliminar as autoridades do Estado.

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