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Mulheres ganham for�a na pol�tica

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No Brasil, elas são 51,8% do eleitorado. Em Alagoas, representam 52,6% do eleitorado. Entretanto, apesar de serem maioria, de terem conquistado o direito de votar há 78 anos, ganhado espaço nas Forças Armadas, e de o Brasil ocupar a segunda colocação na América Latina em igualdade econômica e do trabalho entre os sexos, a ocupação feminina dos espaços políticos é acanhada. Mas a consolidação da presença das candidatas Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) na 1ª e 3ª respectivas colocações nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República demonstra que esses espaços políticos começam a ganhar força, na principal disputa eleitoral no País, e a impor um olhar mais sóbrio para o papel da mulher na definição e na ocupação dos espaços de poder. Campanha passa longe dos anseios feministas Para Fátima Jordão, o grande risco de Dilma Rousseff ter de enfrentar um 2° turno tem a ver com a perda de um discurso ligado à condição de mulher e a sua ?transformação? em uma figura dentro dos estereótipos femininos, com linguagem focada na proteção da continuidade do modelo de gestão petista, enquanto José Serra tem feito um discurso de comandar, gerir e encaminhar políticas. ?A continuidade não se dá por escorregamento, é comandada. Não se passa de A para B, se conduz de A para B. Essa é a grande armadilha para a candidatura situacionista. Porque ela pode ser perseguida ao longo dos debates como uma candidatura frágil?, disse Fátima Jordão. Em Alagoas, só as chapas ?puro-sangue? seguem regra A partir da definição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de que os partidos ou coligações da disputa proporcional devem ter pelo menos 30% de mulheres nas listas de seus candidatos, serão redefinidas as chapas formadas para disputar vagas na Câmara Federal e nas Assembleias Legislativas de todo o País. E apesar de ter sido aberta pelo TSE a possibilidade de que os partidos justifiquem o não preenchimento da cota, o desconhecimento dos argumentos considerados válidos deverá provocar correria nos bastidores desta eleição para o ingresso de mais mulheres nas chapas já formadas, ou para a retirada de homens do processo eleitoral. Em Alagoas, por exemplo, somente as chapas ?puro-sangue? conseguiram ser formadas dentro dos padrões estabelecidos pela Minirreforma Eleitoral (Lei 12.034/09) que já estabelecia desde o ano passado que as vagas deveriam ser preenchidas, mas somente foi considerada pela Justiça Eleitoral, após tiradas as dúvidas, na sessão da última quinta-feira (12) do Pleno do TSE. A Corte Superior Eleitoral entendeu não seguir o texto da Lei das Eleições (Lei 9504/97), que apenas ?reservava? esses limites percentuais de formação das chapas. O VOTO NA HISTÓRIA 1988 - Segurança com tropa federal é tradição Um dia de votação no ano de 1988, na cidade de Rio Largo. Aquelas eleições municipais contaram com a presença de homens do Exército para garantir a segurança e evitar tumultos, assim como combater eventuais tentativas de compra de votos. A convocação de tropas federais para o dia do voto virou uma marca no Estado. Tanto na disputa para governador, Assembleias e Congresso ? como agora ?, como na escolha para prefeitos e vereadores, o reforço da segurança sempre é alvo de atenção pela Justiça Eleitoral. Este ano, ainda não houve pedido ao TRE de Alagoas. Caso isso ocorra, a decisão final cabe ao Tribunal Superior Eleitoral 1990 - Uma das disputas mais polêmicas Essa foi uma das disputas mais acirradas ? e polêmicas ? na história das eleições em Alagoas. Dois candidatos polarizaram a briga pela cadeira de governador há 20 anos: Renan Calheiros e Geraldo Bulhões. Na época, os dois estavam em mandatos de deputado federal. A troca de acusações durante a campanha parecia prever o que aconteceria logo após o resultado das urnas. O volume de denúncia de irregularidades levou a Justiça Eleitoral a anular a eleição e marcar uma nova votação. Resultado: Geraldo Bulhões derrotou Calheiros duas vezes e garantiu o comando do Estado até 1995. As confusões nesse pleito influenciaram decisões sobre as eleições seguintes.

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