Política
Renan diz ser pai do Bolsa Fam�lia
Ao longo dos 2 minutos e 49 segundos reservados à sua candidatura no guia eleitoral, na noite de ontem, o senador Renan Calheiros (PMDB), na tentativa de se reeleger, usou uma estratégia com certo apelo popular. Ele assumiu a ?paternidade? do Bolsa Família, programa de distribuição de renda mantido pelo governo federal, que, na prática e com outro nome (Bolsa Escola), teve origem no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), mas foi reformado durante a gestão do presidente Lula (PT). Em Alagoas, em torno de dois milhões de pessoas, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social, vivem do Bolsa Família, em todos os 102 municípios. Sabendo disso, Renan Calheiros não vacilou e no guia aparece sentado num sofá da casa humilde de uma beneficiária, que relata para o senador como o programa é importante em sua vida. Renan Calheiros tem usado o Bolsa Família porque, em 2004, no Senado, foi relator do projeto de lei que criou o programa, nos moldes em que ele funciona hoje. Piones critica utilização de ?forasteiros? Jeferson Piones foi o último candidato ao governo de Alagoas a participar da rodada de entrevistas promovida pelo AL TV 2ª Edição, durante esta semana. Candidato pelo PRTB, ele é professor universitário e logo no início da entrevista foi questionado sobre a sua disposição de se lançar ao governo, se não tem nenhuma experiência como gestor público. Piones, que disputa pela primeira vez um cargo político, respondeu se comparando ao presidente Lula (PT). ?O atual presidente, quando começou a disputar a presidência, muita gente não acreditava na sua capacidade, ninguém imaginava que ia chegar aonde chegou?, alegou o professor, que disse também ser consultor de empresas e pós-graduado em cooperativismo. Agra vê no esporte saída para as drogas | KELMENN FREITAS - Repórter O candidato ao governo do Estado pelo PSOL, Mário Agra, encerrou a série de sabatinas que o Fórum Permanente de Combate às Drogas realizou, esta semana, no auditório da Faculdade Tiradentes (Fits). Preocupado com a dívida pública de Alagoas nos discursos, Agra disse que o Estado não pode mais pagar R$ 48 milhões por mês de parcelas em detrimento a novos investimentos. ?A dívida de Alagoas é monstruosa. Entregar quase R$ 50 milhões todo mês para o sistema financeiro e deixar a população sem investimentos não dá mais?, afirma. ?Recurso tem, basta reverter as prioridades?, sugere.