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Sabatinas viram ‘febre’ e modificam campanhas

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As técnicas de coordenação de campanhas eleitorais têm evoluído na preparação dos candidatos para a vitória nas urnas com base em pesquisas sobre as expectativas do eleitorado que devem ser perseguidas e contempladas, por meio de linhas de comportamento e discursos sempre direcionados para a exposição de projetos e promessas, de acordo com a demanda prevista e calculada na medida certa. Na contramão da ação de marqueteiros de campanha e dos recursos e estratégias utilizados por eles para fazer dos candidatos um ?produto com boa aceitação no mercado?, entidades de classe e da sociedade civil têm desafiado os postulantes aos cargos públicos para que se submetam ao diálogo e debate com segmentos da sociedade e grupos de jornalistas sobre suas propostas, ideias e ? por que não? ? seu passado político, longe de qualquer ?enredo? previsível e controlável. O VOTO NA HISTÓRIA 1986 - Collor na primeira eleição ao governo Eleitores observam o candidado depositar o voto na urna. Ele é Fernando Collor, então deputado federal. Há 24 anos, Collor disputava o cargo pelo qual volta às urnas este ano: o governo de Alagoas. Entre seus adversários naquela época, um deles também concorre a governador agora em 2010: Ronaldo Lessa. Como mostra a imagem, o voto era no papel. A urna eletrônica chegaria na década seguinte, nos anos 90. Ao final da campanha, o hoje senador Fernando Collor ganhou a eleição e assumiu o governo estadual. Ele ficou dois anos no posto. Afastou-se para concorrer a presidente da República, na campanha vitoriosa que o levou ao Palácio do Planalto, em 1989. 2006 - Eles tentam de novo, para outros cargos Nas caminhadas em busca de votos, José Thomaz Nonô e João Lyra; entre eles, o prefeito de Maceió, Cícero Almeida. Há quatro anos, Nonô tentou o Senado, mas perdeu a disputa. Hoje, é candidato a vice na chapa do governador Teotonio Vilela Filho. Em 2006, Lyra, que estava no mandato de deputado federal, concorreu ao governo. Liderou as pesquisas durante boa parte da campanha, mas acabou derrotado no primeiro turno. Chegou a denunciar fraude nas urnas eletrônicas e o caso foi bater no Tribunal Superior Eleitoral. Agora, tenta retomar o mandato na Câmara e voltar a Brasília. Já Almeida, não disputava nada há quatro anos e nem nestas eleições.

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