Política
Grava��es clandestinas revelam irregularidades
Gravações clandestinas feitas de dentro do gabinete do prefeito de Tanque d?Arca, Roney Valença (PPS), entre dezembro de 2009 e abril deste ano, estão dando o que falar no pequeno município de 6 mil habitantes, localizado a 100 km de Maceió, na região Agreste do Estado. Um conjunto de relatórios e 100 horas de gravações em áudio, arquivadas em dois CDs, chegaram às mãos dos vereadores José Walmir Bezerra Lima (PP) e João Pantaleão Vasconcelos (PRP), da bancada de oposição, há cerca de dois meses. Entre as denúncias reveladas, estão desvios de verbas federais, formação de quadrilha, esquema de notas frias, nepotismo, enriquecimento ilícito, fraudes a licitações, crimes de mando, despesas particulares pagas pela prefeitura, compra de voto e até assédio sexual do prefeito contra funcionárias. Prefeito se diz vítima de armação política O prefeito de Tanque d?Arca, Roney Valença (PPS), se defende dizendo estar sendo vítima de armação política. Ele disse que já acionou a Justiça para processar os vereadores por calúnia. O prefeito confirma que rompeu politicamente com seu vice, Flávio Bernardino. ?O pai dele vivia me esculhambando na rua, então movi um processo na Justiça e ganhei. Ele foi condenado a não sair da cidade por cinco anos. Por isso, o filho ficou com raiva de mim?, disse Roney Valença, que nega ter assediado funcionárias da prefeitura. ?Eu trabalho com 17 moças na prefeitura. Reuni todas elas e questionei se alguma tinha queixas contra mim, todas negaram. A servidora [a faxineira], que disse ter sido assediada, falou na Justiça que não tinha provas. Estou processando ela por isso. Agora, ela vai ter que provar?, contou o prefeito, negando também as ameaças de morte.