Política
Retomada de promo��es acirra crise interna na PM
As polêmicas promoções de oficiais da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) foram responsáveis pela queda do ex-comandante da corporação, coronel Dalmo Sena, há menos de um mês, por ele ter ignorado indicações do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) para vagas do critério de escolha. Mas um cenário problemático está sendo construído pela chamada ?reoxigenação da PM?. E o panorama desenhado por fatos recentes ainda promete muitos estragos à atual cúpula da corporação. Já teve de tudo na silenciosa crise interna da corporação, mas o que esta reportagem mostra é um relato documentado de supostas ilegalidades denunciadas recentemente e que ainda não foram apuradas, desde a época em que teriam sido cometidas. ?Enxurrada? de ações leva instabilidade a militares O processo de ?reoxigenação? da tropa tem provocado uma enxurrada de ações judiciais que deve seguir levando instabilidade aos militares promovidos ou aos que aguardam por uma promoção. E o motivo é o risco de ?despromoção?, que pode atingir até mesmo o atual comandante da PM, coronel Dário César; seu sub-comandante, coronel Luciano Silva; e o ex-comandante da corporação, coronel Dalmo Sena, atual diretor da Agência Reguladora de Serviços de Alagoas (Arsal). Um exemplo de que esta é uma possibilidade real está expresso no acórdão nº 1.0062/2010, de 22 de fevereiro deste ano, da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça (TJ/AL). A afirmação consta no relatório do citado acórdão, cuja decisão por maioria mantém o entendimento de decisões de 1° grau, que reconhecem o direito de sete coronéis deixarem a reserva remunerada e serem reintegrados à atividade na corporação. Comando é acusado de criar ?fábrica de vagas? Outra polêmica levantada pelos militares que procuraram a reportagem para expor a problemática das promoções diz respeito à possibilidade de uma eventual ?despromoção? do atual comandante-geral da Polícia Militar, coronel Dário César, e do comandante que o antecedeu, Dalmo Sena, ser revertida em prejuízos para a corporação. Tal fato ocorreria porque todos os seus atos administrativos como comandante podem ser considerados nulos, inclusive os que dizem respeito a procedimentos de promoções de outros militares, sindicâncias e demais decisões que interferem na tropa. Os oficias superiores ouvidos pela Gazeta falam em ?fábrica de vagas? e demonstram que, em seis anos, desde a modificação da lei das promoções, 73 coronéis foram para a reserva ?naturalmente?.