Política
Alimenta��o vira alvo de reclama��es
Ontem, sábado, 18 de setembro, o sofrimento das vítimas das enchentes que afetaram 20 municípios de Alagoas completou três meses. Foi no dia 18 de junho que a destruição abriu caminho no Estado. Milhares de famílias vivem hoje no improviso. E no meio do desconforto de um dia a dia arranjado às pressas, a alimentação servida pelo Estado virou alvo de reclamações, tanto em reuniões entre as autoridades no Palácio República dos Palmares como em cenas de desabafo de famílias desabrigadas gravadas por repórteres no meio do acampamento. ?O feijão é sem gosto. É coisa que vai pro mato. A maioria não come. A gente prefere tomar um café com pão. Eu prefiro café com pão. A comida é feita numa empresa contratada. Não seria melhor colocar uns fogões aqui para a gente mesmo cozinhar??, questionou a comerciante Tânia Tavares, quando dava entrevista para o repórter Ernesto Paglia, do quadro ?JN no Ar?, exibido na última quarta-feira no Jornal Nacional, da TV Globo. A equipe de reportagem visitou Rio Largo depois de a cidade ter sido sorteada para ter o seu cotidiano retratado em rede nacional. Estado reconhece falhas O presidente da Comissão de Reconstrução de Alagoas, secretário Luiz Otávio Gomes, afirmou que algumas quentinhas azedas chegaram a ser servidas às vítimas das enchentes. ?Mas isso aconteceu somente nos primeiros dias?, faz questão de ressaltar ele, dizendo que recebeu reclamações também sobre a temperatura das refeições. Algumas quentinhas estariam chegando frias e tarde aos desabrigados. As reclamações por causa do fornecimento das quentinhas fizeram o Estado cogitar anular o contrato com a empresa vencedora e convidar a segunda colocada para assumir o preparo e a entrega das refeições. ?Queríamos trocar a empresa. Fizemos uma reunião e discutimos a possibilidade de contratar a segunda colocada, porque as quentinhas estavam chegando frias e as reclamações eram constantes?, explicou o secretário, dizendo que o passo seguinte foi ouvir a Procuradoria Geral do Estado sobre a legalidade do ato.