Política
Partidos mobilizam batalh�o
Quando as seções eleitorais forem abertas, neste domingo de eleição, um ?batalhão? formado por fiscais de partidos e coligações vai estar a postos. De simples anônimos, eles ganham importante papel na missão de acompanhar passo a passo o pleito junto à mesa receptora. Por isso, são escolhidos criteriosamente pelos ?comandantes? das coligações. Escolhidos e, obviamente, pagos pelo trabalho. Em Alagoas, são 5.800 seções. Em cada uma, atuará um fiscal de coligação ou partido. Mas o número é bem maior do que esse. Isso porque, não há um limite para as coligações contratarem seus fiscais. Quem tem mais dinheiro para gastar em campanha, terá um maior número de pessoas trabalhando. São as coligações que bancam os crachás de identificação e tudo o mais que for preciso para saber que aquela pessoa está a serviço da coligação ?A? ou ?B?. Nos crachás, deve aparecer o nome do usuário e a indicação do partido ou da coligação a que sirvam. ?Eles têm de ter o olho do partido? Oitenta e nove juntas eleitorais, 95 promotores e três procuradores trabalharão em nome do Ministério Público Eleitoral (MPE) durante todo o processo eleitoral, que não se conclui com o término da votação. Os promotores atuarão nas juntas eleitorais da capital e interior do Estado. Cada Junta Eleitoral será composta por um juiz, que presidirá os trabalhos, e por dois cidadãos de notória idoneidade, conforme resolução do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O procurador da República em Alagoas, Rodrigo Tenório, coordenará os trabalhos desses agentes, a quem cabe, entre outras ações, a responsabilidade de intervir na fiscalização do processo eleitoral, desde o alistamento de eleitores, registro de candidatos, campanha, até a hora do voto, proclamação dos vencedores e diplomação dos eleitos.