Política
Eleitos podem perder cadeira na ALE
A indefinição no quadro da Assembleia de Alagoas tem tirado o sono de quem ganhou, mas está na iminência de perder o mandato. A situação mexe com pelo menos três nomes e gera especulações desde a noite do domingo, quando o resultado das eleições foi divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A questão toda gira em torno do julgamento dos recursos impetrados junto ao TSE por dois dos candidatos impugnados pela Justiça Eleitoral do Estado: os deputados João Beltrão (PRTB) e Alberto Sextafeira (PSB). O primeiro teve 31.542 votos e o segundo 19.373. Como estão sub judice, aguardando o julgamento do recursos no Tribunal Superior Eleitor, seus votos não apareceram no cômputo do TRE. No entanto, em caso de decisão favorável do TSE aos dois, a composição da ALE muda de figura. Se absolvido pelo TSE, João Beltrão ficaria entre os melhores colocados, assumiria uma vaga e ?derrubaria? quem ?passou pelo ralo?, teve uma votação menos expressiva e hoje não vê a hora de o ?pesadelo? acabar. Quadro político-partidário é alterado A eleição de domingo último muda o quadro político-partidário no Legislativo alagoano. Fortalecido sai o PSDB, partido do governador do Estado, Teotonio Vilela, que elegeu seis deputados. Perdeu apenas um, Marcos Ferreira, que não conseguiu vencer a disputa. É do ninho tucano também o deputado mais votado, Joãozinho Pereira, que teve 64.080 votos. Inácio Loiola, ex-prefeito de Piranhas, também entrou na lista dos campeões de voto. Teve 38.025. Do PSDB são ainda Gilvan Barros (34.137), Nelito Gomes de Barros (28.081), Fernando Toledo (27.059) e Edval Gaia (26.889). Proporcionalmente, o PT foi o partido que mais ampliou sua base. Tinha dois deputados. Conseguiu eleger três: Judson Cabral (25.229) ? reeleito ?, Ronaldo do INSS (19.862) e Marquinhos Madeira (18.897). O PDT manteve sua base com três deputados reeleitos. São eles: Isnaldo Bulhões, (44.213), Sérgio Toledo (37.513) e Jota Cavalcante (26.276).