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Estado realiza elei��o in�dita

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Decisão da disputa pelo governo em segundo turno é raridade em Alagoas. A tradição no Estado é o páreo ser resolvido logo na primeira tomada de votos. Tem sido assim há quase 20 anos, desde que a Constituição de 1988 instituiu o 2º turno no País. Não fosse a conturbada eleição de 1990, na qual mais de 70 mil votos foram anulados por fraude e uma nova eleição teve que ser providenciada, esta seria a primeira eleição na história de Alagoas a ser decidida na segunda etapa do processo eleitoral. De todo modo, é a primeira depois de quatro ?guerras? terminadas na primeira ?batalha?. (veja quadro ao lado). Em 1990, Geraldo Bulhões, então do PSC, e Renan Calheiros, do PRN, ambos aliados do presidente da República recém-eleito Fernando Collor (PRN), percorreram o Estado como protagonistas em Alagoas das primeiras eleições gerais para governador ? realizadas nos 26 Estados e no Distrito Federal ao mesmo tempo, coincidentemente no dia 3 de outubro. Para a Presidência, situação é inversa Se a eleição para o governo do Estado de Alagoas tem tradição em vitória no primeiro turno, a disputa pela Presidência da República segue um outro caminho: na maior parte das vezes, depois da Constituição de 1988, ela foi para o segundo turno. E nas vezes em que isso aconteceu, nunca houve virada entre os candidatos. Sempre venceu quem mais votos conseguiu na primeira fase do processo eleitoral. Virou tradição. A estreia deste ?costume? se deu em 1989, quando o então governador de Alagoas, Fernando Collor de Mello, disputou com outros 21 candidatos o primeiro turno das eleições e venceu com quase 21 milhões de votos. Collor, que prometia acabar com os marajás do Brasil, foi para o segundo turno do pleito com o sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva. E como na primeira fase da eleição, venceu o petista. Mas foi afastado dois anos depois, repassando a faixa presidencial para Itamar Franco, que completaria o mandato até 1995 e passaria o cargo ao sucessor. Candidatos apostam no guia eleitoral para vencer disputa | NIVIANE RODRIGUES - Repórter Vai ser uma espécie de ?vale-tudo?. Tudo para não perder a eleição. Vencer o adversário e mostrar, nas urnas, a opção do alagoano a qual dos dois candidatos deve ser dado o comando de Alagoas. Uma queda de braço que começou logo após a contagem dos votos do primeiro turno e só termina no dia 31, quando será declarado oficialmente o nome do futuro governador do Estado. De um lado, Ronaldo Lessa (PDT), do outro Teotonio Vilela (PSDB) correm contra o tempo para ganhar uma das mais disputadas eleições dos últimos tempos. É o tudo ou nada. Por isso, todo cuidado é pouco. Reuniões e mais reuniões ao longo da semana, encontros com lideranças, com deputados da base aliada e o apoio dos presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), além, é claro, do ?mascote? da eleição, Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da República o qual todo candidato sonha em ter o apoio, são estratégias para o segundo turno.

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