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Benedito de Lira (PP) � barrado em feira

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O candidato à reeleição para o governo do Estado, Teotonio Vilela Filho (PSDB), amanheceu o dia ontem na Feira Camponesa, onde tratou das questões agrárias em uma entrevista promovida pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) e se comprometeu em promover a infraestrutura de assentamentos, atuar em defesa da reforma agrária e continuar dialogando com os movimentos sociais dos trabalhadores sem-terra para solucionar conflitos agrários, em um eventual segundo mandato. Mas Vilela não esperava que fosse necessário agir de imediato para solucionar um conflito, logo após aquela entrevista. A pedido do coordenador da CPT, Carlos Lima, o governador solicitou que o deputado federal e senador eleito Benedito de Lira (PP) deixasse a Feira Camponesa montada na Praça da Faculdade, no Prado, porque o político não era bem-vindo ao local. Antes do pedido de Vilela ao senador eleito, o coordenador do movimento, conhecido como Carlinhos da CPT, alertou o governador para o fato de Benedito de Lira não ter sido convidado para o café da manhã servido pelos camponeses. ?É muita cara de pau!?, reagiu Carlinhos da CPT, ao avistar o político chegar no meio da entrevista e ser cumprimentado festivamente por alguns populares. Nem sei quem é ele, diz senador eleito Abordado pela Gazeta enquanto saía da feira, Benedito de Lira disse não estar sabendo do pedido de Carlinhos da CPT ao governador Teotonio Vilela. O senador eleito negou ter participado do acordo feito pelo seu filho Arthur Lira com o Incra, ou feito ameaças às famílias que ocuparam sua propriedade, por meio de seu filho. ?Essa história de ameaça é conversa. Nunca fui de ameaçar nada nem ninguém. A propriedade foi invadida, consentida, sem a minha autorização. E eles queriam ficar de qualquer jeito, pô, peraí! Mas não houve nada. E ainda arranjamos outra área para eles. Eu que não quero sentar com esse cara que você está falando, porque eu não sei nem quem é ele. Meu filho autorizou as famílias a entrarem na fazenda, com o compromisso de o Incra comprar a propriedade. Passaram dois anos e não deram satisfação. Então a fazenda era minha, era do Banco do Nordeste. O Incra se atravessou e nunca resolveu nada?, defendeu-se Benedito de Lira.

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