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Pergunta sobre depoimento irrita Lessa

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Um dia depois da discreta ?expulsão? do senador eleito Benedito de Lira (PP) do café da manhã oferecido ao candidato à reeleição Teotonio Vilela Filho (PSDB) pelos pequenos produtores que promoveram a 13ª Feira Camponesa, outro incidente marcou ontem a passagem do candidato ao governo do Estado, Ronaldo Lessa (PDT), pelo evento na Praça da Faculdade, coordenado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). Desta vez, ao invés de causar o constrangimento ? como fez no dia anterior ao pedir para Benedito de Lira não sentar à mesa para comer ao lado dos camponeses ?, coube ao coordenador do movimento social, Carlos Lima, contornar a situação e acalmar o candidato pedetista, que se irritou quando foi perguntado por uma equipe de reportagem de TV sobre o depoimento que deverá prestar na Polícia Federal, na próxima terça-feira (19). Presença de outro eleito gera protesto Antes de ser iniciada a entrevista promovida pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) com Ronaldo Lessa, o coordenador do movimento, Carlos Lima, pediu para fazer um esclarecimento sobre o incidente do dia anterior, negando ter expulsado da Feira Camponesa o deputado federal Benedito de Lira, eleito como campeão de votos para o Senado Federal. Mas depois de menos de meia hora, Carlinhos da CPT voltou a demonstrar insatisfação com a presença de outro campeão de votos em 3 de outubro, o deputado federal eleito Renan Calheiros Filho (PMDB), cuja família detém histórico de conflitos agrários com os trabalhadores sem-terra, em Murici. ?Benedito de Lira não foi expulso da Feira Camponesa, porque a praça não é nossa, é pública. O que a gente pediu ao governador Teotonio Vilela foi que houvesse... Não haveria condições de a gente tomar café com o Benedito de Lira, porque recentemente ele usou as famílias para reduzir sua dívida com o Banco do Nordeste, depois de o Incra entrar na jogada. Houve ameaça, clima tenso e o deslocamento do ouvidor agrário nacional [Gercino Filho]. Mas realmente ficamos surpresos com a presença dele aqui na praça. Achei que faltou sensibilidade dele e disse ao governador que ninguém da CPT tomaria café com ele?, disse o coordenador do movimento social, que também divulgou nota oficial negando a expulsão.

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