Política
Opera��es hist�ricas invadem campanha
Na semana que passou, Teotonio Vilela Filho (PSDB) e Ronaldo Lessa (PDT) elevaram, e muito, o tom de suas campanhas para o governo de Alagoas. Os dois candidatos deixaram de lado o discurso de exaltação e promessas e partiram direto para o ataque. Os sinais mais evidentes da guerra estão no chamado guia eleitoral, no rádio e na TV, com os programas voltados, nos últimos dias, para acusações mútuas de corrupção. Na estratégia de ataque das duas candidaturas, um ponto em comum: a exploração de operações da Polícia Federal que ficaram famosas em Alagoas, desencadeadas em anos anteriores. A primeira a ser citada ? pelos dois candidatos ? foi a Operação Navalha. O primeiro a explorar o tema foi Lessa, afirmando que o governador Téo Vilela estaria denunciado pela acusação de recebimento de propina. Nenhum acusado foi condenado | FELIPE FARIAS - Repórter Em nenhum dos processos decorrentes das três grandes operações recentes da Polícia Federal em Alagoas para apurar denúncias de fraude e crimes contra a administração houve condenação dos envolvidos. Os motivos vão da quantidade de indiciados ao foro privilegiado de alguns, passando pela contestação do envolvimento de outros, que, segundo seus advogados, foram incluídos equivocadamente. Para comprovar, citam que, num deles, o que se originou da Operação Guabiru, pelo menos quatro indiciados foram excluídos do processo no início do ano, quando o Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, com sede no Recife (PE), mandou os autos de volta para Alagoas. Ou seja: são políticos que não estão mais respondendo na Justiça pelo desvio de verbas federais.