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Candidatos afirmam ser confundidos com Papai Noel

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Os deputados que estão em campanha rumo à reeleição afirmam que o mais difícil da maratona é atender aos inúmeros pedidos que os eleitores fazem, por causa da cultura arraigada na sociedade, ao confundirem ou tratarem o candidato como se fosse um verdadeiro ?Papai Noel?. Os pedidos são inúmeros e vão de uma simples dentadura, cavalos e até bois. Para não deixar ninguém ofendido ou insatisfeito, os candidatos afirmam que tentam, na medida do possível, atender aos pedidos sem, no entanto, fugir ao que determina a legislação eleitoral. ?Ajudamos como podemos. É claro que não dá para atender a todos, mas procuramos suprir as necessidades dos mais carentes?, afirmou o deputado estadual Cícero Amélio (PPS), candidato à reeleição pela Frente Popular Trabalhista, o Frentão. Curiosos Segundo ele, os pedidos que chegam ao seu escritório de campanha são vários: exames médicos e laboratoriais, dentaduras, areia, cimento, entre outros. Os mais curiosos foram os pedidos de um cavalo e de um boi. ?Priorizamos os mais essenciais, para atender a carência que o Executivo deixou, hoje, na população?, disse, acrescentando que está trabalhando para conseguir acima de 16 mil votos, nessas eleições. ?Vamos lutar para isso, deixando bem claro que agiremos exclusivamente dentro do que a Lei Eleitoral permite?, garantiu. Os candidatos dizem que desde a campanha do primeiro mandato vêm tentando mudar essa postura no povo, fazendo um trabalho educativo para que votem por acreditar na capacidade de trabalho que a pessoa tem, pelo que demostra que vai fazer em prol da coletividade quando chegar ao cargo. Com muita calma e carinho, os candidatos tentam passar essa visão ao eleitor, sem que ninguém fique chateado. Alto custo ?Uma campanha política tem custo alto, não resta dúvida. Além das despesas com material publicitário, tem ainda inúmeros pedidos. O povo é carente de tudo. Ninguém tem condições de atender a todos os pedidos, até porque é ilegal dar coisas em troca de voto. Temos conscientizado a população quanto a isto. No meu caso, tenho uma base política boa e estou batalhando para conseguir 20 mil votos, neste pleito, porém, com contenção de despesas. Presumo que uma campanha a deputado estadual hoje está em torno de R$ 500 mil. Não é fácil bancar, daí a necessidade de se reduzir as despesas ao mínimo possível?, observou o deputado estadual Marcos Ferreira (PSB), da coligação Pra Garantir Alagoas Melhor. Tranqüilidade A deputada estadual Lucila Toledo (PTB), candidata à reeleição pelo Frentão, no entanto, parece mais tranqüila em relação aos pedidos mirabolantes dos eleitores. ?Até o momento, está tudo tranqüilo, pois os pedidos ainda não chegaram por aqui?, afirmou. Segundo ela, o eleitorado parece estar mais consciente da importância do voto e não o está trocando por favores dos políticos. ?A população está mudando a mentalidade, está confiante no novo governo e espera conseguir emprego e moradia. É basicamente isso que muita gente crê que vai acontecer, quando o novo governador assumir o comando do Estado?, disse a deputada, que espera conseguir 16 mil votos para se reeleger. Matemática Para o deputado Paulo Nunes (PT), da coligação Renova Alagoas, que também luta pelo segundo mandato, dessa vez conta ponto favorável a experiência anterior, bem como o trabalho desenvolvido como deputado. ?Reconheço que estamos enfrentando um fato novo, que é a coligação com o PL, trazendo aí outros candidatos a deputado estadual que vão concorrer conosco. A receptividade está sendo boa, mas reconheço que a matemática para vencer a disputa exige muito mais?, ressaltou o major Paulo Nunes, acrescentando que não dispõe de dinheiro suficiente para atender aos inúmeros pedidos e sua estratégia é pautada na credibilidade de sua atuação política. Ele não quis fazer prognóstico sobre o número de votos necessários, em média, para a reeleição.

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