Política
Debate vira uma guerra de n�meros
O único debate entre os candidatos ao governo de Alagoas no segundo turno das eleições, realizado na noite de ontem pela TV Gazeta, transformou-se numa ?guerra? de números desencontrados sobre o desempenho de cada um à frente do Poder Executivo no Estado. A Operação Navalha também foi explorada pelos dois rivais, que investiram o tempo mais em ataque do que na defesa de propostas. O debate, mediado pelo jornalista da TV Globo Alexandre Garcia, foi dividido em três blocos. No primeiro, os candidatos trocaram perguntas, de acordo com temas sorteados. No segundo, os temas eram de livre escolha. O terceiro bloco foi reservado para as considerações finais. Já no primeiro bloco, os candidatos defenderam suas gestões exibindo números. Responsabilidade fiscal foi o primeiro tema sorteado. Tanto Lessa como Vilela disseram que pegaram o Estado endividado e tiveram que ?arrumar a casa?. O segundo tema foi qualidade de vida. Neste momento, começou o festival de números. Vilela disparou, dizendo ter construído 36 mil casas, enquanto Lessa, 4 mil. No Canal do Sertão, Vilela afirmou ter gerado 700 empregos, e com as empresas que atraiu, mais 100 mil. Acordo afasta a torcida organizada Um acordo entre a Polícia Militar e as coligações de Teotonio Vilela e Ronaldo Lessa frustrou os ambulantes que já às 18 horas de ontem esperavam as torcidas organizadas dos candidatos para ganhar um extra. Em uma reunião na terça-feira passada, a Polícia Militar sugeriu às duas coligações que não montassem telões nem enviassem carros de som para a porta da TV Gazeta ? para evitar conflito entre as duas torcidas. Após muita conversa na reunião com a PM, o acordo foi feito. Com a decisão tomada, as torcidas não apareceram ontem, causando estranheza aos ambulantes.