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Vit�ria de Dilma eleva valor social da mulher

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Foram três meses de campanha, dois turnos eleitorais e a primeira experiência de Dilma Rousseff nas urnas. No domingo, 31 de outubro, com 55.752.529 votos, os brasileiros, pela primeira vez na história do país, entregaram o Brasil nas mãos de uma mulher. Na mesma noite da vitória, a petista de 62 anos, filha de um imigrante búlgaro e de uma dona de casa mineira, fez questão de pontuar no primeiro discurso como eleita: ?Sim, a mulher pode!?. As palavras da ex-guerrilheira nos tempos de ditadura, hoje mãe e avó, e ex-ministra da Casa Civil no governo Lula, transmitiram confiança, principalmente às feministas (veja trecho ao lado). Em Alagoas, líderes do movimento dizem que a presidência sob a égide de uma mulher é incentivo para a adesão de outras à política. Até hoje, 78 anos após a legitimação do voto feminino, em 1932, a proporção entre homens e mulheres no poder revela diferenças estrondosas. Representação feminina no País e em AL Foi no ano de 1928 que uma mulher foi eleita no Brasil pela primeira vez. Na época, o movimento em defesa dos direitos da mulher priorizava o voto feminino, que só seria incluído no Código Eleitoral brasileiro em 1932. Quatro anos antes, porém, o Rio Grande do Norte saiu na frente do País e já havia reservado espaço para as mulheres na sua democracia. Foi quando Luiza Alzira Soriano Teixeira elegeu-se prefeita de Lages (RN). E assim grafou seu nome na história como a primeira mulher eleita no País. Com o voto feminino garantido, em Alagoas uma moça franzina e valente, formada em Medicina, não perdeu tempo. Requereu o título de eleitora no dia 30 de dezembro de 1932. Dois anos depois, Maria Josefa Salgado Lages, apelidada de Lily, seria a primeira mulher eleita no Estado. Com 13.891 votos, solteira e jovem, entre a maioria absoluta de homens, ela garantiu uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado. Enfrentou pressões e até ameaças de morte, mas não vacilou na sua missão política. Eleita visitou litoral em 2007 | SEVERINO CARVALHO - Repórter Longe das discussões sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Brasília e da expectativa em torno da reforma ministerial do governo Lula, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, desembarcou no final da manhã de ontem [22 de fevereiro de 2007] em Maragogi, Litoral Norte de Alagoas, para se refrescar nas piscinas naturais, a 6 km da costa, acompanhada do prefeito do município, Marcos Madeira (PTB), de amigos e da filha. Em terra firme, ela utilizou um chapelão para se proteger do sol e da imprensa. ?Não vou falar coisa alguma?, disparou. O prefeito aproveitou para fazer pleitos em prol do segundo pólo turístico de Alagoas. ?Fiz vários pleitos, entre eles a ajuda para os assentamentos. Ela já me passou o telefone da chefia de seu gabinete para que possamos estreitar relações em benefício de Maragogi?, afirmou Marcos Madeira.

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