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Assembleia quase tem energia cortada

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Era meio-dia de ontem quando funcionários da Eletrobras chegaram à Assembleia Legislativa. A ordem era cortar, de novo, o fornecimento de energia elétrica da Casa pelo descumprimento de acordo para pagar um débito de mais de R$ 1,6 milhão que o poder acumula ao longo de mais de dez anos. Rapidamente, a direção da ALE se apressou em provar que havia pago o que ficou acordado com a Eletrobras como medida para evitar que a Casa vivesse um novo apagão, como aconteceu no dia 6 de outubro, quando o Legislativo teve a energia cortada e foi obrigado a sentar à mesa com o comando da empresa para discutir uma saída. Sem continuar a pagar a conta, mesmo que de gestões anteriores, não ficaria mais. Depois de um tempo conversando com diretores da ALE, o funcionário deixou o parlamento. Tentou evitar a imprensa e ser fotografado, mas a Gazeta acompanhou toda a movimentação. Mais R$ 8,2 milhões para pagar pessoal Não é só de débito com a Eletrobras que vive a Assembleia de Alagoas. A Casa também está fazendo modificações em sua execução orçamentária para ?adequar? os recursos de que dispõe para garantir a ?manutenção do poder?. A alteração no orçamento implica na abertura de um crédito de R$ 8.259.975,65. Os recursos, segundo publicação no Diário Oficial do Estado do dia 11, serão decorrentes de anulação parcial de dotação orçamentária. O curioso é de onde vem a anulação dos recursos indicados pela Assembleia. O montante será retirado do que seria destinado a reequipar uma biblioteca, que ninguém sabe, ninguém viu onde funciona e se existe na Casa de Tavares Bastos; da reforma, manutenção e ampliação do prédio da Assembleia; manutenção da Escola do Legislativo, que também não se sabe se funciona e da manutenção do sistema de TV Assembleia. Só com a biblioteca seriam utilizados, segundo quadro publicado no DO, R$ 646.519,00. O curioso é que essa não é a primeira vez que a ALE anula despesas referentes à reforma e ampliação da Casa e reequipamento da biblioteca que não funciona.

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