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Preconceito invade redes sociais

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Em tempo de campanha, todos os problemas do Brasil ganham atenção. Os candidatos se indignam com o caos na saúde, com a falta de segurança, com a educação precária. São problemas históricos, que em toda eleição viram mote. Mas um tema, como sempre, continuou ignorado nos palanques: o preconceito entre os próprios brasileiros, que acompanha o Brasil desde a sua descoberta pelos portugueses e nunca foi enfrentado de verdade. Hoje, silenciosamente, ele se espalha nas redes sociais na internet. Mas, nas últimas semanas, graças a mensagens postadas por uma estudante de Direito paulista, o assunto ganhou os holofotes da mídia nacional e até agora faz barulho. Terminada a contagem dos votos, revoltada com a vitória de Dilma Rousseff (PT), Mayara Petruso, 21, mirou o seu ódio contra os nordestinos, a quem, equivocadamente, responsabilizou pelo triunfo da petista. (Dilma venceria mesmo sem os votos da região). Como se não coubesse mais debaixo do tapete, a ?poeira? desta vez incomodou. E forçou o debate. Variados grupos são alvos de difamação Vasculhar a internet com o olhar vigilante para as manifestações de preconceito é tarefa desanimadora. A estudante Mayara Petruso está longe de ser uma raivosa solitária. Aos montes, principalmente na rede social Orkut, grupos de internautas se reúnem em comunidades com o exclusivo objetivo de destratar o outro. Os nordestinos são apenas um conjunto de pessoas alvo de agressões. Mulheres, homossexuais, empregadas domésticas, paulistas... (veja o quadro ao lado) são outros exemplos de vítimas da difamação que ocorre todos os dias, impunemente, muitas vezes encorajada pelo anonimato, comum no meio virtual. Professora do curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Alagoas, Magnólia Rejane reconhece que a internet é campo favorável para brotar o preconceito, mas defende o uso livre das redes sociais. ?As redes sociais são meios poderosos de comunicação e devem continuar livres apesar de fatos lamentáveis como esse [da estudante Mayara Petruso]?, explica ela, cobrando atitude dos ofendidos.

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