Política
PEC que garante piso a militares tem novo cap�tulo
Foi-se a eleição e ficaram as promessas. A cobrança pelo cumprimento de uma delas começa a fazer barulho. Há dois anos tramitando no Congresso Nacional, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria um piso nacional unificado para policiais militares, civis e bombeiros ? a chamada PEC 300 ?, virou ?um abacaxi? na mão dos governistas em Brasília. Sem discordar que a segurança pública é uma das áreas que mais precisam de atenção, políticos de todo Brasil, antes da eleição de outubro, não ousavam contrariar os policiais, dizendo serem contra a PEC. Agora, com a votação encerrada e o resultado das urnas consolidado, a conversa parece não ser mais a mesma. Na terça-feira passada, dia 23, um grupo de cinco governadores ? Jaques Wagner (PT), da Bahia; Cid Gomes (PSB), do Ceará; Geraldo Alckmin (PSDB), de São Paulo; Antonio Anastasia (PSDB), de Minas Gerais; e Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo ?, preocupados com a possibilidade de aprovação da PEC 300 e a consequente geração de despesas para o Poder Executivo estadual, resolveram apelar para o presidente da Câmara dos Deputados e vice-presidente da República eleito, Michel Temer (PMDB), a quem cabe a decisão de colocar ou não a PEC 300 em votação. Tropa volta a se mobilizar por aprovação de matéria No início da noite da última quinta-feira, 25, o presidente da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas, major Wellington Fragoso, esperava o voo em Brasília de volta para Maceió. Desde terça, 23, na capital federal, ele, que representa o Nordeste na Federação Nacional das Entidades de Oficiais do Brasil, acompanha de perto as negociações sobre a chamada PEC 300. Segundo ele, a falta de informação motivou a reunião dos governadores contrários à PEC, com o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB), na última semana. ?Os 5 governadores, que não representam os 27 do Brasil, foram até Brasília para pedir o engavetamento da PEC porque estão mal informados. A PEC que tramita na Câmara não trata de valores. E como eles já podem estar falando de impacto nas contas??, questionou major Fragoso, explicando que, após a união das PECs 41 e 300, surgiu a PEC 446, que está em discussão.