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Cadeirantes eleitos cobram seus direitos

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Inaugurado com a cidade de Brasília em 1960, o Congresso Nacional precisa de reformas. Patrimônio Histórico do Brasil, sua arquitetura, elaborada por Oscar Niemeyer, hoje apresenta insuficiências. Meio século atrás, talvez fosse impossível supor que a diversidade brasileira estaria conquistando, de fato e de direito, assento em sua democracia. Hoje, é fácil perceber que a Casa não está preparada para receber todo mundo. Os três deputados cadeirantes eleitos em outubro último logo perceberam isso. Mara Gabrilli (PSDB-SP), Walter Tosta (PMN-MG) e a alagoana Rosinha da Adefal (PTdoB) já começaram a luta para garantir o mesmo espaço político que os demais 510 deputados federais. Ironicamente, o maior obstáculo para o trio está no plenário da Câmara. Como foi projetado, não é possível para nenhum cadeirante chegar até a tribuna, onde está instalado o microfone, sem ajuda de terceiros. Para o deputado se manifestar, precisa vencer degraus. Tarefa simples para a maioria, mas insegura para os parlamentares com deficiência. Primeiro ano em Casa será de improviso Rosinha da Adefal (PTdoB), acostumada a esbarrar em obstáculos, já foi a Brasília depois de eleita conhecer de perto as dificuldades que terá pela frente, como deputada federal. Ela se reuniu com diretores do departamento criado na Câmara, exclusivo para trabalhar a acessibilidade. ?Eles já avançaram em alguns pontos. A gente encontra um banheiro acessível por andar, placas com sinalização em braile, intérpretes de sinais, mas o plenário não tem acessibilidade?, disse Rosinha. ?A sociedade não esperava que pessoas com deficiência pudessem chegar tão longe e serem eleitas deputadas federais?. Rosinha informou que não haverá solução em curto prazo. Todo ano de 2011 será de improviso para ela e os outros dois cadeirantes eleitos ? Mara Gabrilli, de São Paulo, e Walter Tosta, de Minas Gerais. ?A Mara, por exemplo, vai precisar de um sistema de votação diferente porque ela não usa as mãos, só movimenta a cabeça?, contou a alagoana, se referindo ao sistema acionado por botões. ?Na Mesa Diretora e na tribuna a gente não tem acesso de jeito nenhum, porque existem vários degraus?, reclama.

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