Política
Assassinato reacende caso de tortura
Um tiro no ouvido e outro no tórax fizeram desabar a vida e o futuro do jovem José Alexystaine Laurindo de Albuquerque, de 16 anos, no início da madrugada do último 22 de novembro, em Matriz do Camaragibe, após se tornar alvo da fúria do agressor de um amigo seu, em um bar chamado Lava-jato. Mas para sua mãe, Ana Cláudia Laurindo de Oliveira, e seu pai de criação, o jornalista Odilon Rios, este nem foi o começo nem o fim de uma trágica história de violência sofrida pelo filho. Ambos acusam dois guardas municipais, dois policiais civis e o delegado Belmiro Cavalcante de torturar o garoto, em 30 de agosto de 2007, quando tinha 12 anos e atingiu com uma pedra o carro da Guarda Municipal de Matriz. Mais do que isso, o casal passou a utilizar os blogs e o Twitter do jornalista para acusar de omissão instituições como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL), a Corregedoria da Polícia Civil, o Ministério Público (MP) e o Poder Judiciário. Autoridades reagem a acusações As acusações feitas pelo casal contra autoridades já resultaram em reações indignadas. O próprio delegado Belmiro Cavalcante, chamado de ?torturador?, deve processá-lo. ?O delegado Belmiro entende o momento pelo qual está passando o senhor Odilon. Mas isso não justifica as acusações levianas que ele tem feito contra os delegados. Estudaremos as medidas legais cabíveis para ingressar com uma ação judicial pelas acusações?, disse o advogado de Belmiro e Socorro Almeida, Fernando Maciel. Acusado de se omitir no ?acompanhamento? da denúncia de tortura feita à OAB, o presidente da Seccional Alagoana, Omar Coelho, chegou a reagir rispidamente contra o jornalista, por meio do Twitter, pedindo que ?medisse as palavras?. À Gazeta, Omar descartou processá-lo. ?Achamos que o caso estava resolvido. Fizemos o que pudemos?, disse Omar.