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Tucanos n�o querem saber de oposi��o

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Os oito governadores eleitos pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) vão governar em sintonia com o governo petista de Dilma Rousseff, embora o partido se mantenha na oposição. A fórmula foi anunciada no início da tarde de ontem, pelo presidente nacional do partido, senador pernambucano Sérgio Guerra, em entrevista coletiva após reunião a portas fechadas com os governadores e lideranças tucanas, em Maceió. Momentos antes da reunião, respostas isoladas de alguns governadores a perguntas de jornalistas sobre a possibilidade de fazer oposição ao governo do PT deram o tom da decisão coletiva que estava para ser tomada. ?Oposição? Afasta de mim esse cálice!?, respondeu o governador alagoano Teotonio Vilela Filho, parafraseando Chico Buarque. ?Governo não faz oposição a governo?, dizia, mais adiante, o governador de Goiás, Marconi Perillo, reforçando o jeito tucano de ser e fazer política. Partido defende o diálogo A palavra de ordem no partido é afinar o discurso, e a principal preocupação dos governadores e do PSDB parece ser a garantia da governabilidade, pertencendo a um partido de oposição ao da Presidência da República. Na fala do presidente Sérgio Guerra, ele diz que o PSDB está discutindo por quais caminhos vai caminhar, com a consciência de que ?o PSDB de hoje não é o mesmo de antes da eleição?, e parte dessa diferença, segundo ele, está nos números das eleições. Ele destaca a eleição dos governadores em 8 estados que, juntos (e guardadas as peculiaridades socioeconômicas de cada um), representam mais da metade do PIB brasileiro e mais da metade da população do país. E diz que o partido depende muito do que eles vão fazer como governadores.

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