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‘Nunca antes na hist�ria do Pa�s’

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Há controvérsia, mas Luiz Inácio Lula da Silva encerra oito anos de mandato com a fama ? cada vez maior ? de o mais popular presidente na história do Brasil. Os tempos em que despertava medo na chamada classe dominante, como os companheiros petistas gostam de falar, estão sepultados para sempre. Em 2002, durante a campanha que o levaria ao cargo de chefe da Nação, após oito anos de Fernando Henrique Cardoso, Lula e o PT lançaram a ?carta ao povo brasileiro?. O documento era, na verdade, uma carta de intenções dirigida ao sistema financeiro ? nacional e estrangeiro ? para acalmar as elites que o petismo condenava em cada ato, em cada esquina da luta partidária. Lula é o presidente mais amado pelo povo, sim, do mesmo jeito que é o mais cultuado por banqueiros, empreiteiros e megainvestidores. Economia cresce nos 8 anos de mandato Foi um verdadeiro mantra repetido à exaustão pela então candidata Dilma Rousseff: o governo do presidente Lula tirou mais de 20 milhões de brasileiros da pobreza. Os números variaram, conforme o mês e a ocasião, mas o discurso foi a pedra de toque na guerra para convencer o eleitorado a eleger a escolhida de Lula. Este ano, a Fundação Getúlio Vargas divulgou que cerca de 32 milhões de pessoas ascenderam de classe social entre 2003 e 2008, e passaram a integrar as classes A, B e C. Segundo o mesmo estudo, a melhoria na renda do brasileiro foi um dos pontos fundamentais para que o potencial de consumo aumentasse 14,98% no mesmo intervalo de tempo. A imagem que ilustra à perfeição o ?milagre? da era Lula é um cartão de cor amarela, batizado de ?Bolsa Família?. Com ele, mais de 12 milhões de famílias e mais de 40 milhões de pessoas recebem todo mês até R$ 140 do governo federal. Nasce um líder global saído do Nordeste A frase foi apenas a cereja do bolo. Quando o norte-americano Barack Obama disse que Lula era ?O Cara?, o presidente brasileiro já alcançara a fama de um astro pop internacional. Foi como se o homem mais poderoso do mundo apenas admitisse o que todos já espalhavam nos quatro cantos. De fato, sobretudo no segundo mandato, o Brasil consolidou a imagem de um ator importante na diplomacia mundial. Como diz o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, o País encaixou uma postura ?altiva? diante dos mais variados fóruns globais. A sorte na economia deu ao brasileiro um dos pilares que fizeram com que líderes estrangeiros, entidades de vários continentes e a imprensa elevassem Lula ao patamar inédito para um líder latino-americano. Para Lula, imprensa ?inventa o dia inteiro? A leitura dos jornais e revistas dá azia. Quando o governo acabar, vamos ver o que foi que a imprensa andou mentindo sobre o presidente. Não adianta, pode fazer tudo o que for de positivo, os jornais só destacam as notícias ruins. O parágrafo acima é uma brevíssima síntese do que Lula andou falando sobre a imprensa brasileira ao longo dos dois mandatos. A coisa azedou mesmo a partir de 2005, com a denúncia do mensalão, que resultou na queda do deputado e ex-ministro José Dirceu. Até hoje, Lula ainda vende a tese segundo a qual tudo não passou de complô da oposição, com a cumplicidade da imprensa. É a tática de reescrever a história do modo que se ajustem os fatos a seu favor. Presidente é estudado e detonado em livros Em artigo publicado em seu blog este ano, o jornalista Ricardo Kotscho delirou com a vontade de ?investigar? os 5% que classificam, nas pesquisas, o governo Lula como ruim ou péssimo. Ora, se praticamente todo o Brasil idolatra esse ex-retirante que reescreve a nossa história, parece uma imensa anormalidade ? na opinião de Kotscho ? que alguns desgraçados reprovem o jeito lulista de governar. Além de jornalista, o homem é amigo de Lula e esteve no governo durante o primeiro mandato. Ainda bem que vários outros jornalistas, longe da bajulação predominante, trataram de analisar o presidente, criticá-lo e até dicionarizá-lo. Lula não tem disposição para a leitura, segundo suas próprias palavras, o que é uma pena. Para ele, os livros dão um tremendo cansaço.

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