Política
A mitologia do homem do povo
Na despedida pela TV, o presidente Lula fez um discurso que surpreendeu pelos sinais de messianismo. No longo pronunciamento, flertou várias vezes com a megalomania e a mistificação de sua própria figura. As últimas palavras foram o ápice dessa filosofia lulista: ?Minha felicidade estará sempre ligada à felicidade do meu povo. Onde houver um brasileiro sofrendo, quero estar espiritualmente ao seu lado. Onde houver uma mãe e um pai com desesperança, quero que minha lembrança lhes traga um pouco de conforto. Onde houver um jovem que queira sonhar grande, peço-lhe que olhe a minha história e veja que na vida nada é impossível?. Lembrou a famosa oração de São Francisco de Assis. Onde houver ódio, que eu leve o amor; onde houver trevas, que eu leve a luz; onde houver discórdia, que eu leve a união...