Política
Servidores encerram greve sem reajuste
Uma semana depois de assistirem os vereadores aprovarem um reajuste de 70% em seus próprios vencimentos e mesmo sem conseguir conquistar o almejado aumento salarial de 20% nos salários da categoria, os servidores da Câmara Municipal de Maceió decidiram ontem pôr fim à greve que durou 55 dias. A promessa de reajuste feita pela nova Mesa Diretora ficou para abril, quase um ano depois do início da deflagração da primeira greve pela categoria. A decisão foi unânime, em assembleia geral realizada na manhã de ontem pelos servidores, antes do início da sessão ordinária da Câmara. Na ocasião, o presidente da Mesa Diretora, Galba Novaes (PRB), foi recebido com celebração pela categoria, por conta do atendimento de parte da pauta de reivindicação, a exemplo da apresentação do projeto que transforma os salários dos efetivos em subsídios e do estabelecimento de uma data-base dos servidores, além da promessa de avaliar um percentual de reajuste, após a definição do valor do duodécimo do Legislativo. Luiz Pedro pressiona por CEI do Lixo Uma reunião informal entre um pequeno grupo de vereadores governistas no final da sessão de ontem quase passaria despercebida, não fossem os gestos indignados e as palavras de repúdio ditas pelo vereador Luiz Pedro (PMN) contra a suposta omissão dos integrantes da Câmara de Maceió na apuração da denúncia feita contra o prefeito Cícero Almeida (PP), o atual superintendente da Limpeza Urbana de Maceió (Slum), Ernande Baracho, e seu antecessor João Vilela, além dos sócios de empresas contratadas por R$ 200 milhões para a coleta de lixo na capital. O vereador tenta conseguir a sétima assinatura para o requerimento, e garantir assim a abertura da Comissão Especial de Inquérito (CEI), que pode resultar na cassação política do mandato do prefeito, mas certamente somente teria como maior consequência o aumento do desgaste da imagem de Almeida, tendo em vista a maioria absoluta de sua bancada que alimenta as expectativas do prefeito por uma forte atuação em sua defesa. Após pressão, Casa tem duodécimo reajustado Ainda não foi ontem que a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2011 iniciou sua tramitação. Na véspera da sessão, o prefeito Cícero Almeida (PP) pediu de volta a peça orçamentária com o suposto interesse de ?incluir as alterações determinadas por emendas feitas à Lei de Diretrizes Orçamentárias [LDO]?, como informou o presidente Galba Novaes. Mas o real objetivo seria alterar o valor do duodécimo do Legislativo, que deverá ser ampliado em quase R$ 10 milhões, dos atuais R$ 35,7 milhões para cerca de R$ 45 milhões. Em meio à iminência de abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) que pode resultar em sua cassação, o chefe do Executivo se reuniu durante a tarde de ontem com vereadores, técnicos e titulares das secretarias de Finanças, do Planejamento e de Governo. O resultado da reunião foi a decisão de incluir no cálculo do duodécimo as receitas que eram questionadas desde o mês de novembro pelos vereadores da atual e da antiga Mesa Diretora.