Política
T�o descarta aumento para Assembleia
A história Orçamento do Estado para o exercício de 2011 promete ainda render muitos capítulos. Com a votação adiada pela Assembleia, do último dia 12 para fevereiro, o texto deve sofrer alterações, principalmente em relação ao duodécimo da Casa Legislativa, que não abre mão de um reajuste de pelo menos R$ 7 milhões em relação ao ano passado. O presidente da ALE, deputado Fernando Toledo (PSDB), tem insistido no assunto, discutido diretamente com o governador Teotonio Vilela (PSDB), que ontem reiterou que se depender do governo a ALE não terá um centavo a mais em suas contas. A declaração, que põe um balde de água gelada nas pretensões do comando da Assembleia, foi feita durante visita do governado ao hotel Tropicalis, na Praia de Ponta Verde. Vilela disse que não vai ceder à pressão dos deputados e informou que não há ?nenhuma condição de aumentar o Orçamento da Casa, fixado em R$ 119,5 milhões pelos próprios deputados, que em 2010 também contrariaram disposição do governo de manter o duodécimo do Legislativo congelado e mandaram ver: aumentaram de R$ 113 milhões para quase R$ 120 milhões o próprio Orçamento. Candidatos buscam ?entendimentos? A exatos 14 dias para a eleição da Mesa Diretora da Assembleia, os pré-candidatos até agora declarados ? o presidente da Casa, Fernando Toledo, o deputado eleito Inácio Loiola (PSDB) e Isnaldo Bulhões (PDT) ? ainda trabalham na composição das chapas que concorrerão a uma das mais disputadas votações para o Legislativo estadual. As ?costuras? seguem a todo vapor. Os blocos se dividem, mas os apoios podem mudar, como podem mudar também os próprios candidatos. Tudo vai depender de ?entendimentos?. O deputado Fernando Toledo, por exemplo, que na sexta-feira confirmou à Gazeta o que até então tentava manter nos bastidores, que será candidato à reeleição, acredita que o PSDB não sairá rachado na disputa. ?Não, não vai rachar o partido. Nós vamos encontrar uma solução. Vamos conversar?, afirmou. Já o deputado Isnaldo Bulhões confirmou que sua candidatura está mais do que mantida e comentou as declarações de Fernando Toledo. ?Governador vai escolher secretário? O secretário estadual de Comunicação, Rui França, negou ontem que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, tenha se recusado a indicar um nome para o cargo de secretário de Defesa Social de Alagoas. Segundo a Gazeta apurou, ao pedir ao ministro que apontasse um nome de um delegado federal para comandar a pasta, considerada dor de cabeça, o governador Teotonio Vilela teria ouvido do ministro que essa definição cabe exclusivamente ao próprio governador. ?Em momento algum o governador repassou para o ministro essa prerrogativa. Jamais solicitou ao governo federal que indicasse o nome do secretário. A conversa entre o governador e o ministro foi no sentido de reafirmar e manter a parceria entre o Estado e o governo federal. O ministro deixou claro, inclusive, que seria mantida recomendação da presidente Dilma Rousseff para que Alagoas continuasse sendo tratada com toda deferência, porque entende que o Estado é administrado com toda seriedade?, disse Rui França.