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Decis�o do TJ p�e em xeque investiga��o

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Acusado de ser o mandante de um assassinato ocorrido em janeiro de 2006, o deputado estadual Marcos Barbosa (PPS) foi absolvido pelo Tribunal de Justiça esta semana por falta de provas. Edvaldo Guilherme da Silva, conhecido como Baré Cola, foi morto com 16 tiros aos 47 anos, num campo de futebol próximo ao Dique Estrada. Líder comunitário, ele também era cabo eleitoral. O deputado, indiciado no inquérito da Polícia Civil, comemorou o resultado do julgamento acusando o delegado do caso. Marcos Barbosa disse que foi perseguido por Arnaldo Soares. Em férias, o delegado Arnaldo Soares disse que soube da conclusão do julgamento e das acusações do deputado pela imprensa. ?Eu só lhe digo uma coisa: não persegui e nunca fiz nada de ilegal?, reagiu Soares. Marcos Barbosa contou que um sobrinho do delegado foi expulso da polícia após investigação feita por seu irmão, também delegado, e que este teria sido o motivo da perseguição. Arnaldo Soares falou do caso envolvendo o seu sobrinho, mas afastou qualquer tipo de ligação entre o episódio com o seu parente e o indiciamento do deputado. Falta de provas deixa crime na impunidade Mais um crime em Alagoas volta à estaca zero. A falta de provas no inquérito policial e no processo judicial mantém impune a morte do líder comunitário conhecido como Baré Cola. Sem convicção sobre os culpados, a condenação fica inviável. Para a Associação dos Delegados de Polícia de Alagoas e para o Ministério Público Estadual, a falta de investimento na perícia criminal é determinante para a impunidade. ?Em outros casos, indiciados também acabaram absolvidos. Muitas vezes, o delegado encontra dificuldade para conseguir prova pericial. É preciso haver um forte investimento no departamento de polícia científica. A prova técnica é um grande trunfo para auxiliar no inquérito. Mas, na maioria das vezes, a perícia não é conclusiva. Resta ao delegado a prova testemunhal?, explicou Antônio Carlos Lessa, presidente da Associação dos Delegados.

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