Política
Posse deve ser marcada por cobran�as
Mais de três semanas depois da posse dos integrantes do primeiro escalão, o governo do Estado enfim empossa, hoje, o titular da Secretaria de Defesa Social. O coronel PM Dário César Cavalcante é o segundo militar a assumir o cargo nos últimos seis anos, mas apenas o terceiro em duas décadas. Desde então, este tem sido ocupado por delegados e, por apenas uma vez, teve à frente ainda um promotor de Justiça e um advogado. Os PMs que vieram antes de Dário César foram Ronaldo Santos, atual titular do Gabinete Militar, e Fernando Theodomiro ? que a exemplo dos demais, também foi comandante da PM. Integrantes de diferentes setores da segurança pública ouvidos pela Gazeta disseram que não haverá resistências da parte dos titulares de delegacias da Polícia Civil ao novo secretário. E o nome foi bem recebido também na tropa ? da qual, na condição de comandante, enfrentava resistências. Mas, indício do contrário está no anúncio, pelo governo, do nome do secretário-adjunto: o delegado José Edson de Freitas Júnior, atual adjunto da Delegacia Geral da Polícia Civil. Violência não dá trégua ao governo | NIVIANE RODRIGUES - Repórter Os números são desafiadores e demonstram que Estados brasileiros precisam e devem investir mais na segurança pública. Sem isso, a curva ascendente de homicídios registrados em unidades da Federação, como é o caso de Alagoas, tende a crescer. É o que comprova a edição de 2010 do Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, onde são compilados os dados sobre despesas com a área, ocorrências criminais, efetivos policiais, presos provisórios, juventude e violência e atuação dos municípios na segurança pública. A publicação, que tem o apoio do Ministério da Justiça, é elaborada a partir de dados repassados pelos Estados e comprova o que a Gazeta mostrou em sua edição do domingo, que o número de homicídios ainda é o ?calcanhar de Aquiles? do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB).