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Promessa de concurso alimenta sonhos

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A expectativa é grande e já está dando lucro para estabelecimentos de ensino. Bandeira sempre simpática de defender, a promessa de concurso público não é nova no governo Teotonio Vilela Filho (PSDB). Desde o primeiro mandato do tucano, a necessidade de mais pessoal em diversas áreas da rede estadual salta aos olhos e descamba em greves. Mas até agora, nada. Nenhum concurso foi realizado nos últimos quatro anos no Estado. Faltava dinheiro nos cofres e a Lei de Responsabilidade Fiscal não perdoa ? foi o eterno argumento. Como se a realidade financeira do Estado fosse completamente outra, no segundo mandato o passado agora é mera página virada. Os próximos quatro anos com Vilela na direção de Alagoas começam exatamente com a promessa de concurso, principalmente na segurança pública. Como mantra, praticamente todo secretariado anunciou a possibilidade de novas vagas em breve. Com ênfase, foi assim na Secretaria de Defesa Social. E como estabilidade é o sonho da gigantesca maioria, os cursinhos já estão cheios de sonhadores. Sindicatos põem em xeque anúncio feito pelo governo O secretário do Gabinete Civil, Álvaro Machado, informou que o governador Teotonio Vilela Filho só aguarda a conclusão do estudo em curso na Secretaria de Gestão Pública para elencar as áreas prioritárias que deverão receber novas vagas em seus quadros. Machado disse que a realização de concurso público é item do planejamento estratégico do governo e a segurança pública já é considerada preferencial, principalmente para suprir a carência de delegados no Estado. Mas prazo para a confirmação de concurso ainda não há. Quem já está no batente do serviço público há bastante tempo, não se ilude. O presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas, Wellington Galvão, lembra que o último concurso da categoria ocorreu em 2006, ainda no governo Lessa. ?Não sei ao certo de quantos médicos a mais o Estado precisa. Mas só para você ter ideia, mais de 50% dos que atuam na rede estadual são prestadores de serviço?, afirmou ele, dizendo ainda que 80% dos médicos que trabalham na Unidade de Emergência do Agreste e no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) são terceirizados. ?A necessidade de concurso é urgente?, ressalta.

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