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PC tenta prender Jo�o Beltr�o

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Primeiro foi o ex-deputado federal Francisco Tenório (PMN), agora foi a vez do ex-deputado estadual João Beltrão (PRTB) ter prisão decretada por solicitação do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), vinculado ao Ministério Público Estadual (MPE). Os dois são acusados como mandantes do assassinato do Cabo Gonçalves, crime ocorrido em 1996. Ontem pela manhã, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na casa de João Beltrão, no condomínio de luxo Aldebaran. Os mandados foram expedidos por juízes da 17ª Vara Criminal da Capital, especializada no combate ao crime organizado. O ex-parlamentar também teve pedido de prisão apresentado pelo Gecoc e pela 1ª Promotoria do Júri. A operação foi comandada pelos delegados Paulo Cerqueira e Lucy Mônica, e contou com a participação de agentes de Divisão Especial de Investigação e Captura (Deic). Albuquerque pode ser denunciado O Ministério Público Estadual esperou o momento exato para agir: a perda da prerrogativa de fórum dos ex-deputados Francisco Tenório e João Beltrão. No entanto, apesar de ainda ocupar uma cadeira de parlamentar na Assembleia de Alagoas, o deputado Antônio Albuquerque não está livre de ser denunciado pelo MP, que fechou o cerco aos políticos acusados em assassinatos e outros delitos. ?Vamos atuar onde constar denúncias de autores materiais. Nenhum caso ficará sem providências. Todos serão levados às barras da Justiça, seja por corrupção, prevaricação, desvio de dinheiro, ações de improbidade?, afirma o procurador-geral de Justiça, Eduardo Tavares, ao destacar a atuação do MP. Ele afirma que a Procuradoria Geral de Justiça determinou ao Gecoc e à assessoria técnica do Ministério Público que realizem um levantamento minucioso que pode levar a outros acusados de envolvimento no crime do Cabo Gonçalves, como é o caso do deputado Antônio Albuquerque.

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