Política
Oposi��o barra vota��o do Or�amento
Nada feito. O governo bem que tentou, mas ainda não foi dessa vez que conseguiu garantir a aprovação do Orçamento do Estado para 2011. Como a Gazeta antecipou, a bancada de oposição na Assembleia fez cair por terra os planos do Executivo. De nada valeram a pressão e a sessão extraordinária convocada para ontem. Usando de prerrogativa conferida por lei, o Partido dos Trabalhadores (PT) pediu vistas da matéria e o projeto de lei só deve ser votado na semana que vem. Como terça-feira, 15, a sessão é apenas solene, para abertura dos trabalhos da nova legislatura, o Orçamento só deve ser votado na quarta ou quinta-feira. Isso se até lá um fato novo não ocorrer. A sessão de ontem mal foi aberta e logo suspensa pelo presidente da Assembleia, deputado Fernando Toledo (PSDB), que até aquele momento apostava ?num entendimento? com o grupo de oposição. Era pontualmente 15h15 quando os trabalhos foram suspensos e assim ficaram por cerca de duas horas e meia. Quando suspendeu a sessão, Fernando Toledo disse que assim estava procedendo para que o parecer da Comissão de Orçamento fosse elaborado e a lei orçamentária anual pudesse ser votada. Pressão feita por governo não surtiu o efeito desejado Estava tudo pronto. Pela manhã, técnicos do governo se reuniram com deputados e, à tarde, o secretário-adjunto do Gabinete Civil, Fábio Rodrigues, estava a postos, como sempre faz, aguardando discretamente num cantinho do plenário pela votação do Orçamento. Foi para casa sem conseguir levar a boa notícia para o chefe do Executivo. Na primeira sessão após a posse dos deputados e eleição da Mesa Diretora, quem ?deu as cartas? foi a oposição. Os deputados que fazem frente ao comando da Casa e ao governo já haviam dito que sem informações sobre a peça orçamentária não tinha acordo. Disseram e cumpriram. Usaram a tribuna da Assembleia para justificar que não cabe a eles, por terem pedido vistas da matéria, o atraso na votação.