Política
TJ suspende ordens de despejos de sem-terra
Estão suspensas por três meses as ordens de despejo determinadas pela Vara Agrária e ainda não cumpridas. Segundo a Justiça, desde o início do ano passado, foram expedidos 28 mandados de reintegração de posse; quinze foram cumpridos. A suspensão dos treze restantes foi decidida numa reunião no gabinete do presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Sebastião Costa Filho, em que estiveram à mesa representantes dos quatro movimentos rurais que ocuparam três praças de Maceió e a sede da Secretaria de Agricultura, de quinta-feira até ontem; dois representantes do governo e dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Em contrapartida, os movimentos rurais se comprometeram a não voltar a ocupar as áreas de onde foram despejados. Mas negaram que vão também suspender novas ocupações. Lotes estariam sendo negociados ilegalmente Lotes entregues para assentados da reforma agrária são vendidos para ?autoridades? entre as quais juiz, promotor, agente de Polícia Federal e vereadores na região de Murici, Branquinha, União e Joaquim Gomes. A denúncia foi feita pelos representantes dos movimentos rurais aos desembargadores do Tribunal de Justiça de Alagoas, durante a reunião de ontem, para negociar a suspensão de ações de despejo. ?Nada está confirmado, mas há pelo menos um nome, de um trabalhador rural, no Incra, associado a essa denúncia. O movimento disse ter um dossiê sobre isso, que ficou de nos apresentar para que possamos analisar?, disse o desembargador Tutmés Airan, que participou do encontro.