Política
PT resiste � press�o e impede vota��o
O governo aumentou a pressão e o comando da Assembleia Legislativa tentou ?empurrar? de toda forma a votação do Orçamento na sessão de ontem. Pela manhã, o próprio presidente da Casa, deputado Fernando Toledo (PSDB), fez de tudo para convencer a bancada do PT a retirar o pedido de adiamento da discussão da matéria, que suspendia a votação por duas sessões consecutivas, nesse caso, até a próxima terça-feira, 22. Estava confiante que dessa vez havia convencido e saiu ligando para tudo quanto é deputado, convocando para que comparecessem ao plenário e garantissem a aprovação da lei orçamentária, que chegou na ALE em setembro e até hoje continua ?engavetada?. O empenho do presidente foi praticamente à toa. Para ele, o PT não seria mais entrave à votação. Mas foi. Os petistas mostraram desde o início que não estavam nem um pouco dispostos a votar o Orçamento sem que o presidente da Assembleia cumprisse o que havia prometido no dia anterior, em alto e bom som, quando disse que ontem não apenas o parecer sobre o Orçamento, mas também o anexo com o quadro de emendas apresentadas pelos parlamentares seria publicado no Diário Oficial do Estado, para que os deputados e a sociedade soubessem o que havia sido alterado no texto e para onde exatamente estavam sendo destinados os recursos de emendas parlamentares. Foi justamente aí que o que parecia resolvido ?deu nó?. ?Não estamos aqui para brincar? O clima esquentou com a retirada da bancada do PT da sessão. Na porta do plenário, o deputado Judson Cabral (PT) foi abordado pela imprensa, que queria saber o que havia ocorrido na reunião e por que ele estava se retirando da sessão. Judson pediu que a imprensa conversasse com o líder do partido na Casa, deputado Ronaldo Medeiros, que àquela altura havia desaparecido. Judson então falou em nome do partido. Enquanto conversava, o deputado Isnaldo Bulhões (PDT), do grupo de oposição, questionava Judson, que dizia para ele que a decisão do PT era de se retirar da sessão e manter o adiamento da votação do Orçamento até terça-feira. À imprensa, Judson disse: ?Estamos nos retirando. A discussão não prospera. Percebe-se que por mais que se queira contribuir, não existe boa vontade, seriedade no que diz respeito ao Orçamento?, afirmou e justificou. ?Um relatório num Orçamento não é um papel de brincadeira, não. Tem que constar o texto, nominar as emendas, publicá-las. Então, chegou ao limite. Nós não estamos aqui para brincar?.