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Deputados aprovam Or�amento “�s escuras”

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De nada adiantou a oposição criticar o que considera um desrespeito aos princípios da publicidade, da legalidade e à democracia. O Orçamento do Estado para o exercício de 2011 foi aprovado ontem pela Assembleia Legislativa sem que boa parte dos deputados tivesse acesso às emendas feitas ao texto que define a vida financeira dos poderes. E não foram poucas as modificações. Na única informação oficial prestada pelo comando da ALE durante a sessão que teve pronunciamentos inflamados e ataques ao trabalho da imprensa, a presidência da Assembleia informou que foram feitas 162 emendas ao texto orçamentário enviado no dia 15 de setembro de 2010 ao parlamento e só aprovado ontem, depois de sucessivas discussões. Dos deputados presentes, 19 disseram sim à matéria e 5 votaram contra a sua aprovação. Foram eles: Judson Cabral, Marquinhos Madeira, Ronaldo Medeiros, todos do PT, além de Isnaldo Bulhões (PDT) e Maurício Tavares (PTB). A sessão durou menos do que o de costume. Não seguiu pela noite a dentro, como normalmente ocorre quando está em questão a aprovação ou não do Orçamento público. Não precisava. A bancada governista estava convencida de que de ontem não poderia passar. Muita fala e pouca informação Foram muitas as falas e poucas as informações sobre o conteúdo da peça orçamentária do Estado. Enquanto o presidente Fernando Toledo (PSDB) silenciava, seu vice, Antonio Albuquerque (PTdoB), se empenhava em defender não apenas que o Orçamento fosse votado, mas que caberia aos próprios parlamentares o ?interesse? em buscar as informações sobre o texto votado pela Casa com quem de direito, no caso o relator Gilvan Barros. À oposição, AA não convenceu. Ao contrário. Suas ?considerações? só esquentaram os ânimos, principalmente entre ele e o deputado Judson Cabral (PT), o mais contundente nas críticas à forma como a votação foi conduzida. ?Quero manifestar não meu descontentamento, mas minha indignação pelo procedimento de votação de lei tão importante que é o Orçamento?, afirmou Judson, que fez questão de dizer que o pedido de adiamento da matéria não foi feito para ?criar qualquer transtorno ao Estado de Alagoas. Foi feito de forma consciente, porque aqueles que aqui chegaram não tinham a obrigação de detalhadamente conhecer o Orçamento?.

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