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Explos�o em C�mara cercada por mist�rio

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A autoria e a motivação da detonação de uma bomba caseira no interior da sede da Câmara de Vereadores de Arapiraca, durante uma sessão solene no último dia 15, devem permanecer cercadas por mistério por um bom tempo, se a Polícia Civil não contar com as ?denúncias anônimas? que espera receber para nortear as investigações. A ação violenta chegou a ser considerada um atentado às instituições constituídas por algumas autoridades e um reflexo do nível da criminalidade no município por outros representantes da sociedade civil. Mas pelo menos uma coisa é certa: a bomba colocada no sanitário do banheiro masculino não espalhou apenas estilhaços ou apreensão entre os participantes daquela festiva sessão. A explosão expôs parte das vísceras de um cenário político e administrativo conturbado e pouco transparente no Legislativo da segunda maior cidade de Alagoas. E revelou como teve de atuar a recém-empossada Presidência da Mesa Diretora da Câmara de Arapiraca para corrigir um problema comum à grande parte das casas legislativas do interior e da capital do Estado, fruto de ?traquinagens? com consequências mais graves para a população do que a própria colocação de uma bomba em uma privada. Ataque durante sessão divide opinião de instituições públicas O banheiro masculino onde explodiu o artefato caseiro, durante a sessão que entregou a Comenda Manoel André ao ex-superintendente da Caixa Econômica Federal em Alagoas, Paulo Sérgio Barbosa, ainda permanece interditado, com a cena do crime preservada, apesar de já ter sido periciada pelo Instituto de Criminalística (IC), no dia da ocorrência. O cenário da explosão ainda deve ser alvo de uma ?investigação paralela?, a ser conduzida pelos integrantes da Comissão de Segurança Pública da Câmara de Arapiraca. O grupo de vereadores também tomou a iniciativa de solicitar que a Delegacia Regional de Polícia de Arapiraca avocasse o inquérito para agilizar sua conclusão. Mas o próprio delegado regional Valdeks Pereira admitiu a importância de haver informações mais relevantes que o resultado da perícia do IC, como por exemplo uma denúncia anônima que aponte algum suspeito, além das dezenas de convidados presentes na solenidade da noite da detonação da bomba e de servidores possivelmente prejudicados com as medidas da Presidência da Câmara.

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