Política
Indecisos podem definir elei��o em primeiro turno
Brasília ? O resultado do primeiro turno está hoje nas mãos do pouco mais de um terço do eleitorado que tem candidato a presidente, mas ainda diz ser possível mudar de voto, revela pesquisa Datafolha. Dos 4.862 entrevistados terça-feira, 64% afirmam estar totalmente decididos sobre em quem votar, e 34% declaram que podem mudar de candidato. José Serra (PSDB) aparece como segunda opção de voto para 25%, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para 21%, Ciro Gomes (PPS) para 20% e Anthony Garotinho (PSB) para 18%. Esses percentuais devem ser relativizados de acordo com a intenção de voto de cada um (Lula 40%, Serra 21%, Ciro 15% e Garotinho 14%). Quanto maior o percentual, obviamente é menor a base daqueles que podem o escolher como segundo voto. Se Lula atrair a totalidade dos eleitores que afirmam tê-lo como segunda opção de voto, pode vencer ainda no primeiro turno. Ele somaria sete pontos aos seus 40% e atingiria 47% contra 44% da soma dos seus adversários. Caso Serra ganhe todos os eleitores que o têm como segunda opção, o tucano atingiria 29% das intenções, ficando sete pontos atrás de Lula, mas com margem folgada sobre Ciro e Garotinho. Fazendo o mesmo exercício para Ciro, ele chegaria ao segundo turno tendo 21% contra 37% de Lula. Garotinho também poderia chegar ao segundo turno, com 20% dos votos, se atraísse os que o têm como segunda opção. Os números partem da premissa de que os 6% de indecisos detectados pelo Datafolha se distribuam proporcionalmente aos demais 94% dos entrevistados e que os candidatos obtenham a totalidade daqueles que os têm como segunda opção de voto. Observador da ONU O deputado João Herrmann Neto (PPS-SP), um dos coordenadores da campanha do presidenciável Ciro Gomes (PPS), entregou à Organização das Nações Unidas (ONU) um documento em que pede a presença de observadores internacionais para acompanhar as eleições e critica o presidente Fernando Henrique Cardoso na condução do processo eleitoral. O documento foi entregue ao coordenador da ONU no Brasil, Walter Franco, e remetido ao secretário-geral da organização, Kofi Annan, por correio eletrônico no início da noite. ?Ao saber que essas denúncias políticas estão sendo feitas, tenho certeza de que ele (FHC) tem tempo para preservar a sua biografia?, afirmou o deputado. O presidente declarou que não faria comentários. ?Não vou nem responder. O Brasil não precisa disso?.