Política
Esquenta briga por cargo em comiss�es
Primeiro veio a publicação no Diário Oficial do Estado. Estavam formadas as comissões permanentes da Assembleia Legislativa, disputadas como uma espécie de segundo turno pelos deputados estaduais. Isso foi na quarta-feira, dia 16. De lá para cá não se fala, não se pensa e não se discute outro assunto na Casa Legislativa, a não ser a definição de quem serão os presidentes das comissões. Isso mesmo. O processo praticamente recomeça. Se a composição já foi complicada e a briga por espaços concorridíssima, será ainda mais difícil e disputada a eleição para presidente, na próxima terça-feira, principalmente das comissões mais cobiçadas. Nessa hora, nem mesmo promessas feitas pelos próprios deputados de que o voto estará assegurado ao ?companheiro? de comissão, vale. Há casos, segundo a Gazeta apurou, que deputado teria prometido a outro ?de pés juntos? que votaria nele, mas desistido logo depois. CCJ e Orçamento são as mais disputadas A Comissão de Constituição e Justiça é considerada a ?menina dos olhos dos deputados?. Não poderia ser diferente. É por ela que passam todos os projetos que tramitam na Assembleia, exceto o Orçamento do Estado. Depois da CCJ, a mais cobiçada é a de Orçamento. É nas duas que 27 dos 27 deputados gostariam de estar. Não cabe todo mundo, o que transforma a disputa pelo espaço numa espécie de campo de batalha. Mas não é só compor as duas comissões o que está em jogo. Prestígio, poder e a relação com o próprio Executivo, com o governo, falam mais alto. A CCJ tem como candidatos declarados os deputados Ricardo Nezinho (PTdoB), Joãozinho Pereira (PSDB) e Jeferson Moraes (DEM). Nezinho tenta a reeleição, mas sabe que não será fácil. Teria, além do próprio voto, o do deputado Sérgio Toledo (PDT), um dos cinco integrantes da comissão. Joãozinho, da bancada governista, teria o voto de Edval Gaia (PSDB), também governista. Jeferson Moraes entrou na jogada e tenta desbancar os ?favoritos?. À Gazeta, ele afirmou que seu nome e o de Joãozinho significam ?renovação?. Argumenta que Nezinho já deu a contribuição que tinha que dar e que chegou a hora de mudar.