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Ingrediente pol�tico contamina os debates

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A violência também se tornou recorrente na Assembleia Legislativa. O tema tem entrado na pauta praticamente em toda sessão. Deputados da oposição e mesmo da bancada do governo não deixam a polêmica escapulir. De tão popular, o assunto gera debate e pode aproximar o político do eleitor. Mas de tão palpitante, o problema da criminalidade em Alagoas, considerado o grande ?calo? da gestão tucana, pode também servir de trampolim político, ficando as soluções apenas no campo do discurso. De um modo ou de outro, não há deputado que assuma o interesse partidário na exploração do assunto. Todos acham a discussão importante e pertinente. Para o governo, a cobrança é inspiração. Enquanto a oposição reclama, a estratégia é mostrar serviço, mesmo que seja posando ao lado do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que há duas semanas visitou o Estado, defendendo parcerias com o governo da presidente Dilma Rousseff, que quer transformar Alagoas num modelo de combate à criminalidade. ?Críticas ao governo são naturais? Vice-governador de Alagoas, José Thomaz Nonô (DEM) evita atacar a oposição e prefere elogiar o espaço crítico que aparenta ser a Assembleia Legislativa. ?As críticas ao governo são absolutamente naturais. É até democrático receber crítica. Eu fui por 24 anos deputado e o primeiro líder da oposição ao governo Lula. Acho desejável que a oposição critique. Eu ficaria preocupado se a oposição não estivesse falando nada sobre o nosso problema com a violência?, afirma Nonô, dizendo que só não concorda em culpar o governo do Estado. ?Eu só não concordo quando dizem que a responsabilidade é do governador Teotonio Vilela. O governo do Estado está empenhado em firmar parcerias com o governo federal e ampliar suas ações. Eu conheço o ministro da Justiça, fomos deputados juntos. A diferença é que em Brasília oposição e governo dialogam?, compara, contando ter conversado bastante com o ministro José Eduardo Cardozo no aeroporto Zumbi dos Palmares.

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