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Vilela d� 5,91% de aumento a servidores

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Diante da iminente deflagração de greves em diversas categorias do funcionalismo público, surgida em meio à elaboração da reforma administrativa para o segundo mandato do governo tucano, o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) anunciou na manhã de ontem a implantação de uma política de reajuste salarial regida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), para todos os servidores públicos de Alagoas. Apresentada por Vilela como um ?marco na história de Alagoas e do funcionalismo público?, a nova política garantirá 5,91% de aumento, implantados em duas parcelas a serem pagas em maio e em novembro. O índice irá repor apenas a desvalorização salarial causada pela inflação do ano anterior. Ao falar à imprensa na Sala dos Conselhos do Palácio República dos Palmares, Vilela justificou que a reforma administrativa, publicada no Diário Oficial de hoje, teria sido minimizada para garantir a nova política de reajuste salarial do servidor, que deverá se transformar em lei, após envio de projeto do Executivo para apreciação da Assembleia Legislativa (ALE). O anúncio foi tratado como uma homenagem aos servidores no Dia do Trabalhador. Mas a reação dos movimentos sindicais não foi positiva. Movimentos sindicais veem reajuste como um ?insulto? Os movimentos sindicais não encararam o anúncio da implantação do sistema de reposição automática das perdas salariais como uma ?boa nova?. A reação quase que imediata dos representantes das categorias foi de repúdio e indignação, que pode se transformar em uma grande mobilização marcada para o dia 1° de Maio. Depois de tomar conhecimento de que o anúncio do reajuste foi classificado como um ?insulto? e um ?desaforo?, Vilela foi abordado pela imprensa durante o lançamento do recadastramento biométrico de eleitores, no Tribunal de Justiça (TJ/AL), e quis tranquilizar os servidores esclarecendo que ?a porta de negociação não está fechada?. Segundo o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/AL), Izac Jacson, a atitude do governo foi encarada como um desrespeito a todas as categorias que negociavam de forma equilibrada com o governo. ?Além de ser aquém das expectativas, foi uma decisão não discutida com os servidores. Vamos para o enfrentamento?, disse. Reforma administrativa é entregue ?incompleta? Ofuscada pelo anúncio do reajuste salarial para os servidores públicos, a divulgação da reforma administrativa já não traria tanta repercussão quanto a especulação que ocorreu antes mesmo do efetivo início dos estudos, ainda em 2010, quando o governo do Estado anunciou a criação de mais quatro secretarias, reduzidas a apenas duas novas pastas, a da Articulação Social e a da Pesca e Aquicultura. Ao ressaltar que Alagoas carece de um aprimoramento na sua cultura de gestão, o governador fez questão de explicar que o saldo de novas secretarias contabilizaria apenas uma a mais, por conta da fusão das pastas do Planejamento e do Desenvolvimento. Mas admitiu que fez uma reforma ?incompleta?. ?Estamos abrindo mão desta reforma na amplitude que nós queríamos fazer, para priorizar uma política com relação aos salários dos servidores públicos de Alagoas.

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