Política
Servidores estaduais amea�am ir �s ruas
O comportamento das diversas categorias do serviço público nos primeiros meses do atual mandato do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) estava sendo pautado pelas expectativas sobre o que os sindicalistas chamam de ?amadurecimento? da segunda gestão para o direcionamento de investimentos na valorização do funcionalismo. Mas ao contrário do que pode ter imaginado o governo tucano, mesmo diante do anúncio de uma política de reajuste que corrigirá perdas salariais, anualmente, por meio de uma lei estadual, os movimentos sindicais sentiram-se ?insultados? pela decisão do governo do Estado de dividir o índice de 5,91% em duas parcelas pagas em maio e em novembro deste ano. Provocada por diversas categorias, horas depois do anúncio de Vilela na última sexta-feira (8), a Central Única dos Trabalhadores (CUT/AL) já prometia mobilizar os servidores do Estado para realizarem grandes protestos nas ruas contra a política de pessoal do governo. Categorias se recusam a abrir mão de ganho real Ao contrário da atitude de Teotonio Vilela Filho na última sexta-feira, que poderia ter surpreendido positivamente os servidores alagoanos, o início da gestão tucana em 2007 se deparou com um movimento radicalmente contrário à suspensão de reajustes e vantagens salariais promovida pelo Decreto 3.555/2007, assinado pelo governador no 12° dia de seu primeiro mandato, em janeiro daquele ano. Mesmo assim, a presidente do Sinteal, Célia Capistrano, chegou a comparar as decisões como sendo situações que teriam igualmente representado uma avaliação ?imatura? do governo tucano com relação à capacidade de reação do funcionalismo. ?Quando publicou o decreto em 2007, o governador não achava que haveria reação. Agora, o governo acha que pode deixar de dar respostas à pauta de reivindicação da Educação e ainda aparece com esta proposta ridícula como se fosse o ?rumo certo? que ele tanto fala para atender a ?gente? dele, como se não precisasse incluir o servidor entre essa ?gente?. Esta notícia estarrecedora jamais será aceita pela Educação nem pelo serviço público de Alagoas. Precisamos amadurecer muito, politicamente?, disse Capistrano.