Política
T�o diz que n�o � Suruagy
O governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) admitiu ontem ter a consciência de que o reajuste salarial de 5,91%, ?certamente?, não atendeu a expectativa de todo o funcionalismo público. Após entrevista concedida ao Bom Dia Alagoas, da TV Gazeta ? assim como fez em meio à crise com o funcionalismo público que marcou o início de seu primeiro mandato ?, Vilela voltou a lembrar dos acontecimentos que resultaram no histórico dia 17 de julho de 1997, quando o então governador Divaldo Suruagy deixou o governo após a crise causada pela concessão de reajustes. A referência também tem sido utilizada pelos movimentos sindicais como uma ameaça de deflagração de uma greve geral neste início de segundo mandato do tucano. Ao considerar Suruagy como um dos melhores governadores de Alagoas, Vilela disse que o ex-chefe do Executivo só teria cometido um erro: ter concedido um aumento aos servidores que o Estado não tinha condições de pagar e acabou resultando em um atraso de oito meses na folha salarial. O governador também ponderou sobre a possibilidade de avançar além do percentual da reposição das perdas salariais com a inflação. Combate à violência e obras são prioridades Com relação às ações de combate à criminalidade, Teotonio Vilela destacou a redução de sequestros com cativeiro e crimes de mando. Ao falar sobre o índice alarmante de homicídios, o governador relacionou o problema ao avanço do tráfico de drogas e disse que implantará mais 50 bases de policiamento comunitário em Alagoas, por meio de uma parceria com o Ministério da Justiça. ?Contra a violência, o combate é sem trégua. Implantaremos a polícia comunitária em todo o Estado de Alagoas, porque é uma experiência que dá certo. O policial passa a conhecer a comunidade e ser reconhecido. Ele detecta o jovem que se envolveu com a droga e já atua preventivamente. A Secretaria da Paz já está fazendo um trabalho muito importante levando esses jovens junto às comunidades terapêuticas. Todo o trabalho que está sendo feito junto ao Ministério da Justiça e em parcerias com os governos de São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco nos dá a segurança de dizer que vamos sim vencer esta batalha e teremos uma queda na criminalidade ainda neste semestre?, disse.